09/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Maestro Nivaldo Santiago morre aos 95 anos de câncer; prefeito lamenta partida

Publicado em 05 de abril, 2021

Maestro Nivaldo Santiago morre aos 95 anos de câncer; prefeito lamenta partida

Maestro Nivaldo Santiago morre aos 95 anos de câncer; prefeito lamenta partida

O maestro Nivaldo de Oliveira Santiago, 95, morreu neste domingo (4). O maestro se encontrava no município mineiro de Bom Despacho, e a causa da morte se deu por complicações decorrentes de câncer.

O prefeito de Manaus, David Almeida, lamenta a morte e se solidariza à família, amigos, alunos e admiradores, ressaltando sua obra e vida dedicada à arte e ao ensino como instrumentos de formação e transformação social, deixando um legado que será eternizado pelas atuais e futuras gerações.

“A passagem do maestro Nivaldo Santiago é uma perda para a cultura musical de nossa terra. Que Deus neste momento tão delicado seja o sustento dos familiares, amigos e alunos, que foram privados de seus ensinamentos”, disse o prefeito.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira, e o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tenório Telles, também lamentaram a morte do maestro amazonense e destacaram a sua trajetória profissional baseada no trabalho e no rigor criativo, aspectos que fundaram sua arte e resultaram em reconhecimento e admiração da comunidade acadêmica e dos manauenses.

Vida e obra

Nivaldo Santiago nasceu em 1929, no Amazonas, e graduou-se em piano pela faculdade de Música “Carlos Gomes”, em São Paulo, formou-se em regência e organista em Bolonha, Itália, e dedicou-se ao desenvolvimento do Canto Coral no país, sendo um dos pioneiros na criação de corais em São Paulo, Amazonas e Pará. Foi homenageado em 2009 pela criação do Coral João Gomes Júnior, com a publicação do livro “Nivaldo Santiago: uma Amazônia em música” por seus 80 anos; em 2014 outra homenagem pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), como professor emérito pelo conjunto da obra e atuação pelas artes na região Norte.

Nivaldo foi o responsável pela transformação do Conservatório de Música Joaquim Franco em unidade acadêmica da Universidade do Amazonas, vindo a ser diretor do antigo Instituto de Letras e Artes, hoje Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).

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