19/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cuidados com a tuberculose precisam ser redobrados durante pandemia

Publicado em 24 de março, 2021

Dia Mundial do Combate a Tuberculose é lembrado neste 24 de março. Foto: Divulgação

Neste dia 24 de março, é lembrado como o Dia Mundial da Tuberculose (TB), a data foi proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar que a doença ainda é considerada uma emergência global pelas instituições de saúde.

O tema da campanha deste ano é “O Tempo Está Passando”, e pede mais comprometimento dos líderes governamentais e iniciativa privada com ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e incentivo à pesquisa para erradicar a tuberculose até 2030.

A data ainda lembra o dia da descoberta da bactéria Mycobacterium tuberculosis, descrita por Robert Koch pela primeira vez em 1822. Quase duzentos anos depois, a infecção ainda atinge cerca de 10,4 milhões de pessoas por ano (2019) e quase 490 mil têm tuberculose multirresistente aos medicamentos.

A doença tem profundas raízes sociais – 80% dos casos estão concentrados em 22 países. A falta de recursos destinados à prevenção e diagnóstico leva à detecção tardia e subnotificação dos casos, enquanto as baixas condições sanitárias favorecem o contágio. No Brasil, a doença é muito prevalente, sobretudo nos estados do Amazonas e Rio de Janeiro. Em 2019, foram detectados 77.000 casos novos e registradas 4.500 mortes por tuberculose.

Sintomas

Os sintomas da tuberculose são: tosse por mais de duas semanas, cansaço, emagrecimento, febre, perda de apetite e suor excessivo à noite. De acordo com o pneumologista do Sistema Hapvida, Pedro Pompeu, é preciso estar atento aos sintomas da doença, e principalmente para o agravamento da mesma. “No paciente que estava estável, em tratamento, o reaparecimento de febre no final do dia, transpiração excessiva à noite, piora da tosse, da falta de ar, perda do apetite, emagrecimento, são todos sinais de que algo está errado, devendo procurar o local onde faz tratamento, para ser reavaliado”, diz.

O pneumologista ainda explica que a tuberculose tem cura, desde que o paciente siga corretamente as orientações do médico durante a terapia completa, que dura no mínimo seis meses. “Na suspeita de tuberculose, é necessário procurar uma unidade de saúde, assim, o paciente será examinado e se for o caso, feitos exames de escarro, testes moleculares rápidos e exames radiológicos que irão confirmar ou descartar a doença. O tratamento é feito com associação de antibióticos específicos para a tuberculose, por um período mínimo de seis meses, sendo a medicação de distribuição gratuita nas unidades de saúde públicas”, relata o especialista.

Pandemia

Ainda de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), acredita-se que durante a pandemia da Covid-19, o cenário da tuberculose tenha se agravado ainda mais. Já que exames de escarro e broncofibroscopia (BFC) foram suspensos por causa do risco de infecção, aumentando a estimativa da mortalidade por tuberculose para 13%.

O médico explica que em tempos de pandemia, os cuidados precisam ser redobrados, e lembra que a tuberculose está inserida dentre as comorbidades para a Covid-19. “Por se tratar de doença respiratória crônica, muitas vezes incapacitante, que atinge cerca de 75.000 brasileiros a cada ano, uma nova infecção como por exemplo a do coronavírus, poderá ter um efeito devastador, contribuindo para o aumento de mortalidade nos pacientes portadores de tuberculose”, conclui.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.