08/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cineclube abre convocatória para obras em curta-metragem realizadas por mulheres

Publicado em 16 de março, 2021

O objetivo do cineclube é de formação de público, fomento à distribuição e visionamento das produções realizadas por cineastas mulheres. Foto: Divulgação

O Cineclube Patrícia Ferreira Pará Yxapy, que será realizado de forma on-line na segunda quinzena de abril, abre convocatória para obras de curta-metragem de mulheres cineastas, nortistas, indígenas, lésbicas, bissexuais, trans, travestis, intersexuais e não bináries. As realizadoras poderão enviar curtas sobre qualquer temática até o dia 26 de março. A curadoria será realizada pela roteirista, diretora e produtora executiva Elen Linth.

O objetivo é de formação de público, fomento à distribuição e visionamento das produções realizadas por cineastas mulheres, além da promoção de rodas de conversas entre as diretoras e os participantes.

Realizado pela Oca Produções, em parceria com Eparrêi Filmes, o projeto foi contemplado pelo edital Prêmio Feliciano Lana, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, como parte das ações da Lei Aldir Blanc no Estado.

Para participar, é necessário enviar o link do filme (pelas plataformas Vimeo, YouTube ou Google Drive) para o e-mail [email protected], com as informações sobre sinopse, ficha técnica e lista de mostras e festivais em que foi exibido (se houver). O resultado será anunciado no dia 28 de março, no perfil do Cineclube Patrícia Ferreira Pará Yxapy no Instagram.

“Mulheridades”

Voltado para o tema “mulheridades”, o cineclube faz a homenagem à cineasta contemporânea Patrícia Ferreira Pará Yxapy, indígena da etnia Mbyá-Guarani, uma das mulheres que representam o cinema brasileiro e com reconhecimento internacional.

A produtora executiva de cinema e audiovisual Sarah Pimentel, proponente do projeto, explica que a ideia do cineclube surgiu de suas experiências na área, buscando equidade de gêneros e também trabalhando em projetos realizados majoritariamente por mulheres.

“Queremos conseguir um mercado mais igualitário entre gêneros e representativo, fazer essa difusão de cineastas mulheres e também discutir as vivências delas, as ‘mulheridades’ que as perpassam em rodas de conversa sempre mediadas por uma ativista social ou uma educadora. Queremos falar dessas questões através do cinema”.

Exibições

As exibições serão trabalhadas em três eixos, apresentando 12 filmes, sendo quatro obras em cada sessão: “Mulheres do Norte”, no qual serão selecionados filmes dirigidos por mulheres dos estados da região Norte, dando preferência para curtas do Amazonas; “Mulheres Indígenas”, em que serão selecionadas produções realizadas por cineastas indígenas independentemente de seu território; e “Mulheres LBTQIA+”, com filmes de mulheres lésbicas, bissexuais, trans, travestis, não bináries e intersexuais de qualquer região do país.

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