
Alento na pandemia: Mário Guerreiro (foto) deixando o hospital e na II Guerra Mundial
Uma palavra quase em desuso, “baluarte”. Um raro brasileiro com mais de 100 anos. Sobrevivente da II Guerra Mundial. E que venceu a Covid-19, em pleno centenário. Esse é Mário Expedito Neves Guerreiro, empresário, sócio-proprietário da administradora de imóveis Guerreiro Administração e Participações Ltda., advogado e baluarte da economia amazonense.
Mário Guerreiro estava internado em São Paulo, no hospital Osvaldo Cruz, com Covid-19 e teve alta ontem (25/02). O filho mais velho, Mário Guerreiro Filho, 70 anos, internado no mesmo hospital, foi extubado (saiu da intubação) esta sexta (26/02). “É uma grande notícia para nós. Graças a Deus”, disse outro dos sete filhos, Mauri Guerreiro, sócio da Engeco.
Os funcionários do hospital fizeram uma festa na hora da saída do herói da II Guerra e do combate à Covid-19.

Guerreiro, lúcido e com vitalidade, recebendo homenagem do comandante do CMA, general Theophilo, no dia em que completou 100 anos
Mário Guerreiro completou 100 anos no dia 8 de outubro de 2020. Ele é o último dos 160 amazonenses que lutaram na II Guerra Mundial. Foi um dos “pracinhas” brasileiros que foram à Itália e participaram da tomada de Monte Castelo. Deixou o Exército Brasileiro na patente de tenente.
Na data do aniversário, o CMA prestou uma sentida homenagem ao tenente Guerreiro, restrita aos familiares, amigos e autoridades. “Quando pensamos em defender a Pátria, nós imaginamos defendê-la dentro das nossas fronteiras, mas os senhores (ex-combatentes) tiveram que sair daqui, em condições adversas, com a coragem de ir para o outro lado do mundo para defender o Brasil e a humanidade. É difícil exprimir em palavras a satisfação de termos aqui, no Estado do Amazonas, um herói de guerra”. São palavras do comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general de Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, na saudação oficial.
Mário Guerreiro foi parceiro do paraense Adalberto Vale na empresa Prudência e Capitalização, de âmbito nacional. Depois, os dois fundaram a Companhia Brasileira de Fiação e Tecelagem de Juta (Brasiljuta).
O empresário foi responsável pela construção do hotel Amazonas, iniciativa da Prudência. E se tornou, ao mesmo tempo, gerente-geral da Prudência, Brasiljuta e hotel Amazonas. Ele foi um dos fundadores do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam).
Um dos últimos amazonenses de 1920, Mário Guerreiro, vitorioso na vida, baluarte da economia amazonense, venceu a Covid-19.
VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DA SAÍDA DE MÁRIO GUERREIRO DO HOSPITAL:
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