
O projeto da artista visual Bruna Mazzotti chama-se “Sonhário” e inclui a edição de um e-book e o lançamento de um site. Foto: Divulgação
De autoria da artista visual Bruna Mazzotti, o projeto de residência artística “Sonhário” está em busca de pessoas que queiram “emprestar” seus sonhos noturnos para servirem de inspiração para produtos artísticos, que serão lançados no mês de março. A proposta é criar uma experiência diferenciada por meio da espontaneidade dos sonhos.
Para participar do projeto, basta detalhar seus sonhos de forma escrita e enviar para [email protected] até o fim deste mês.
Até o fim de março, o projeto lançará produtos artísticos como um e-book, com as histórias selecionadas, e também um site, que exibirá vídeos das performances artísticas feitas a partir dos sonhos. A página do projeto no Instagram é @sonhario_residencia.
A ideia faz parte da dissertação de mestrado de Bruna Mazzotti, no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – Belas Artes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o projeto foi contemplado no edital emergencial Prêmio Feliciano Lana – Lei Aldir Blanc, do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial da Cultura.
“Enquanto artista, me interessa trabalhar através de concordâncias e discordâncias em processos colaborativos e participativos. Nesse sentido, construir em conjunto abre possibilidades de indeterminação e descontrole – como nos sonhos, que nem sempre podemos controlar, em grande espontaneidade narrativa”, explica Bruna. “Assim, o projeto não surge de uma inspiração em específico, mas é constantemente gerado a partir dos relatos e imagens oníricas, que guiam nossas tomadas de decisões”, acrescenta.
Além de Bruna, o projeto conta com a participação de artistas como Rafael César, Brenda Carvalho, Alonso Júnior e José Loures, que, por conta da pandemia, realizam reuniões virtuais para o lançamento da residência.
“Anteriormente, tratava-se de instalar objetos em uma moradia habitada por nós quatro. No entanto, dado o momento crítico em que estamos passando, alteramos a residência para o formato virtual, em que nos reunimos nas noites de 10 a 31 de janeiro, via chamada de vídeo. Nesse período, buscamos transpor nossos corpos para as casas uns dos outros, por meio do projetor multimídia, e gravamos o encontro desses corpos. Agora, na segunda etapa em fevereiro, os encontros síncronos virtuais prosseguem uma vez por semana – onde temos editado as imagens outrora gravadas, a partir da narrativa dos nossos próprios sonhos e de sonhos relatados por outrem via Instagram”, detalha Bruna.
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