
Entre as principais inspirações do guitarrista Renan Haijin para o seu primeiro álbum estão Justin Vernon, líder da banda Bon Iver, e a sonoridade de Billie Eilish. Foto: Divulgação
O músico e produtor Renan Haijin, 29, resolveu apostar no projeto paralelo ao da banda Gramophone, e lançou seu primeiro álbum, intitulado “Haijin”, nas plataformas digitais. O projeto foi contemplado pelo Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc.
Com cinco faixas, o álbum conta com participações especiais de Gabi Farias, Dan Stump, Ramon Marola e Andrei Ambrósio. O guitarrista da Gramophone destaca o cuidado e carinho que teve para produzir cada faixa do álbum que leva seu sobrenome.
“É o meu primeiro álbum, estou muito feliz porque são canções que eu tenho há muito tempo guardadas. Umas a gente já chegou a gravar na Gramophone, como ‘Migalhas de Amor’ e ‘Mantenha a Distância’. São músicas muito pessoais, troquei uma ideia com a galera e pedi pra que fossem feitam com todo carinho, do jeito que eu tinha imaginado, do primeiro arranjo, porque tem uma importância muito grande”.
Sobre as inspirações, Haijin diz que o público pode esperar algo inédito e diferente do trabalho que desenvolveu na Gramophone. “As minhas maiores inspirações têm vindo da galera do R&B, dos artistas pouco conhecidos na internet que fazem arranjos ao vivo, que eu curto pra caramba e, claro, o Justin Vernon, líder da banda Bon Iver, foi uma das maiores inspirações. Ele e a sonoridade da Billie Eilish. A proposta do álbum é que ele fosse um folkie, mas que não fosse um ‘folkie limpo’ como o público já conhece, ele vem com uma proposta com folkie meio psicodélico” enfatiza.
Haijin revela ainda que foi lançado um mini documentário sobre os bastidores da produção do álbum. “O processo criativo foi muito louco porque parte dessas músicas eu fiz quando tinha 15, 16 anos, tinha muita coisa melódica que naquele momento eu escutava, só que a composição pra mim era como se fosse um ‘flashback’ do que eu vivi naquele momento. Então, o desafio foi refazer e rearmonizar os arranhos, para poder entrar na proposta do que a gente queria nesse álbum”, explica.

Foto: Divulgação
O compositor adianta que a identidade visual é diferente de tudo que o público já viu como guitarrista da Gramophone. “A gente acabou criando uma identidade visual que não se encaixava na proposta da banda. Cada vez mais foi surgindo uma vontade de fazer um projeto, sem perder as composições e ideias que são coisas que eu acredito e consumo particularmente”, enfatiza.
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