26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quatro pacientes recuperadas da Covid-19 recebem alta na Maternidade Ana Braga

Publicado em 10 de fevereiro, 2021

Das quatro pacientes que deram saída da maternidade, três deram à luz durante o tratamento, e uma segue em gestação. Foto: Djalma Júnior/Secom/Divulgação

No fim da manhã desta quarta-feira (10), quatro pacientes que estavam internadas na Maternidade Ana Braga receberam alta após vencerem a batalha contra a Covid-19. As mulheres foram internadas na unidade, localizada na avenida Cosme Ferreira, bairro São José, zona Leste da cidade, após complicações com a doença durante o período de gestação.

Das quatro pacientes que deram saída da maternidade, três deram à luz durante o tratamento, e uma segue em gestação. Todas receberam das mãos da diretora da unidade, Rosiene Bentes Lobo, um kit com itens de enxoval, um kit com itens de higiene pessoal e um pacote de fraldas. Para a diretora, o resultado vem sendo positivo.

“Essas altas que estamos tendo agora são fruto de um trabalho duro, e com fé em Deus a gente está conseguindo ter esses números positivos. Todos os dias temos bastantes altas, tanto da UTI quanto das enfermarias, de pacientes saindo felizes, com seus bebês no colo”, avalia Rosiene.

Sedada e intubada

Johaicy Saraiva foi uma das pacientes que receberam alta da unidade hospitalar. Ela deu entrada no local no início de janeiro e passou por complicações graves em decorrência da Covid-19, precisando ser sedada e intubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A maior parte do tempo eu passei na UTI. São profissionais maravilhosos, muito dedicados, todos na equipe, desde o médico ao profissional de limpeza, todos muito dedicados em ver aquele ambiente com altas”, conta.

Durante o período crítico, Johaicy entrou em trabalho de parto prematuro, dando à luz a Yohan Gael com apenas sete meses de gestação. Hoje, o recém-nascido se encontra saudável e ainda internado, recebendo os cuidados da equipe médica da maternidade.

“Descobri depois, quando eu acordei, que meu filho tinha nascido. Isso não tinha passado na minha mente, para mim ele ainda estava no meu útero. É um misto de emoções, de alegrias, de preocupação, porque justamente é o meu primeiro contato com um bebê prematuro. Agora, é cuidar da saúde dele. Obviamente que eu chorei, afinal de contas é o meu menino, sobrevivente também”, disse.

Superação

Vinda de Juruá, Maria Ivanete também tem motivos para comemorar. Ela recebeu alta da UTI, porém segue em observação em um dos leitos clínicos da maternidade. Definida pela equipe médica como um “milagre”, Ivanete resistiu a graves complicações, chegando a ser reanimada pelos médicos durante a intubação. Grávida de sete meses, a maior vitória para ela e para a equipe foi o fato de o bebê ter resistido, e a gravidez não ter sido interrompida. “O meu filho é muito guerreiro. Ele vai se chamar Américo, em homenagem ao meu irmão, que não aguentou a intubação”, revela a futura mamãe.

A médica Julia Lisboa acompanhou o caso de Ivanete de perto. Segundo ela, o caso comoveu toda a equipe por se tratar de algo até então inédito, e o sentimento ao ver as pacientes se recuperando é de gratidão e dever cumprido.

“O maior sentimento é o de gratidão, porque enquanto equipe, nós trabalhamos duramente, os médicos, os intensivistas, os clínicos, os obstetras. E, diante do cenário que nós estamos hoje, diante de tantas perdas, ver pacientes saindo com os seus bebês saudáveis, caminhando, o maior sentimento para um médico, o maior retorno é a gratidão, não tem recompensa maior do que essa”, define.

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