11/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Crise de oxigênio ameaça Estados vizinhos, revela Wilson Lima, citando problema em outros países

Publicado em 08 de fevereiro, 2021

Crise de oxigênio ameaça

Crise de oxigênio ameaça Estados da Amazônia, diz governador (foto)

O governador Wilson Lima revelou que a rede de monitoramento dos governadores entrou em alerta quanto a nova crise de oxigênio. Desta vez o problema pode acontecer nos Estados do Pará, Roraima e Amapá. O Amazonas ainda não superou totalmente o problema.

Wilson disse que acompanha, no noticiário, as dificuldades enfrentadas por outros países, como Portugal, também em crise de oxigênio. “Não é um problema apenas do nosso Estado”, disse.

A crise de oxigênio no Amazonas, que foi ao pico no dia 14 de janeiro e ainda não foi totalmente superada, aconteceu quando o consumo diário em Manaus explodiu. Enquanto na primeira onda de coronavírus o consumo na rede hospitalar da capital foi de 18 mil metros cúbicos, nesta segunda onda o consumo chegou a 83 mil metros cúbicos. A White Martins calculou que pudesse chegar a 100 mil metros cúbicos, mas as novas medidas de contenção parecem ter evitado esse agravamento.

A capacidade instalada de produção da White Martins é de 28 mil metros cúbicos. Uma rede de ajuda foi criada em todo o Brasil e até na Venezuela, com envio de oxigênio para o Amazonas. Artistas se cotizaram. E mesmo assim houve mortes por falta do produto na rede hospitalar de Manaus e no interior.

 

Site

O Amazonas tem o site www.coronavirus.amazonas.am.gov.br, com todas as medidas que o governo estadual vem tomando em relação à pandemia, disse o governador.

O mesmo site contém o “vacinômetro”, com os índices de vacinação em todo o Estado, Município por Município.

Na nova fase do decreto estadual, o Toque de Recolher, que era de 24 horas, foi reduzido para o período entre 19h e 6h. Bares e restaurantes estão proibidos de funcionar, exceto com drive thru e delivery, ou seja, entrega sem sair do carro e em casa.

Mais cedo, o presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Cristiano Fernandes, disse que o Estado permanece na fase roxa, a mais grave da pandemia.

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