15/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Membro do grupo de fiscalização do Toque de Recolher preso por avisar donos de eventos

Publicado em 03 de fevereiro, 2021

Membro do grupo de fiscalização

Membro do grupo de fiscalização chega à delegacia, preso, enquanto o filho está foragido. Foto: Divulgação/ PC

José Renato Guedes de Matos, 47, e seu filho José Renato Ferreira de Matos, 23, que atuavam na Central Integrada de Fiscalização (CIF) tiveram a prisão decretada. O pai foi preso agora pela manhã. O filho está foragido. Os dois repassavam informações a empresários que trabalham com eventos na capital. Esses eventos se tornaram clandestinos com o decreto estadual de restrições por conta da pandemia de coronavírus.

A Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou ação policial e prendeu José Renato. A operação se chama “Iscariotes”. A fiscalização é ponto fundamental no apoio às medidas. Festas clandestinas são consideradas disseminadoras do vírus e a polícia tem dedicado atenção especial ao combate desses eventos considerados ilegais.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Tarson Yuri Soares, e o delegado Guilherme Torres, titular da Deccor, comandaram a Operação Iscariotes.

Segundo Torres, os acusados utilizaram a condição privilegiada para obter vantagem indevida e conseguir dinheiro dos empresários. A prisão ocorreu na rua Arthur Reis, bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

O decreto com restrições foi prorrogado, com poucas flexibilizações. A prorrogação é válida até o sábado (07/01). Festas e eventos com aglomeração, em geral, não foram incluídos nas exceções.

A CIF tem representantes da polícia, órgãos de controle, Governo do Estado e Prefeitura de Manaus. O grupo se reúne todos os dias e fiscaliza denúncias de descumprimento das normas do decreto estadual.

 

Variante do coronavírus

O Amazonas registrou, desde o final do ano passado, a ocorrência de nova variante do coronavírus. Pesquisadores afirmam que passaram pelo Estado 18 cepas diferentes. A variante atual é responsável por mais de 90% dos casos.

Médicos notaram que os sintomas demoram mais a se manifestar, as internações são mais prolongadas e os casos graves se espalham em todas as idades. Crianças e jovens, considerados praticamente imunes, na primeira onda, agora fazem parte do grupo internado.

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