
Membro do grupo de fiscalização chega à delegacia, preso, enquanto o filho está foragido. Foto: Divulgação/ PC
José Renato Guedes de Matos, 47, e seu filho José Renato Ferreira de Matos, 23, que atuavam na Central Integrada de Fiscalização (CIF) tiveram a prisão decretada. O pai foi preso agora pela manhã. O filho está foragido. Os dois repassavam informações a empresários que trabalham com eventos na capital. Esses eventos se tornaram clandestinos com o decreto estadual de restrições por conta da pandemia de coronavírus.
A Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou ação policial e prendeu José Renato. A operação se chama “Iscariotes”. A fiscalização é ponto fundamental no apoio às medidas. Festas clandestinas são consideradas disseminadoras do vírus e a polícia tem dedicado atenção especial ao combate desses eventos considerados ilegais.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Tarson Yuri Soares, e o delegado Guilherme Torres, titular da Deccor, comandaram a Operação Iscariotes.
Segundo Torres, os acusados utilizaram a condição privilegiada para obter vantagem indevida e conseguir dinheiro dos empresários. A prisão ocorreu na rua Arthur Reis, bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.
O decreto com restrições foi prorrogado, com poucas flexibilizações. A prorrogação é válida até o sábado (07/01). Festas e eventos com aglomeração, em geral, não foram incluídos nas exceções.
A CIF tem representantes da polícia, órgãos de controle, Governo do Estado e Prefeitura de Manaus. O grupo se reúne todos os dias e fiscaliza denúncias de descumprimento das normas do decreto estadual.
O Amazonas registrou, desde o final do ano passado, a ocorrência de nova variante do coronavírus. Pesquisadores afirmam que passaram pelo Estado 18 cepas diferentes. A variante atual é responsável por mais de 90% dos casos.
Médicos notaram que os sintomas demoram mais a se manifestar, as internações são mais prolongadas e os casos graves se espalham em todas as idades. Crianças e jovens, considerados praticamente imunes, na primeira onda, agora fazem parte do grupo internado.
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