
Samel está no Oscar 2021, com a Cápsula Vanessa, na foto tendo ao lado o presidente do Grupo Samel, Luís Alberto (esquerda, de branco) e o diretor da Transire Luiz Carlos Martins
A intubação precoce dos pacientes diagnosticados com Covid-19, recomendada no início da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), virou documentário que vai concorrer ao Oscar 2021. “Death Protocol” (“Protocolo da morte”), a expressão usada pelo presidente do Grupo Samel, Luís Alberto Nicolau, é o título do trabalho. Ele criticava a intubação orotraqueal precoce, no auge da primeira onda de Covid-19, e sugeria a Ventilação Não-Invasiva (VNI), hoje consagrada no mundo inteiro.
O documentário tem direção, roteiro e montagem do cineasta André Di Mauro, da DiMauro Filmes. “A OMS (Organização Mundial de Saúde) já reconheceu o erro. O temor era pelo spray de coronavírus que a VNI causaria, que podia provocar a morte de milhares de profissionais de saúde. Foi por isso que nós inventamos a Cápsula Vanessa, em parceria com a Transire, e salvamos milhares de vida”, explica Luís Alberto.
“O André Di Mauro fez um trabalho de alta qualidade e altíssimo valor profissional. Ele viu um vídeo nosso, na Internet, juntou com os depoimentos de médicos, até dos Estados Unidos, e viu a seriedade do que fazíamos”, disse o presidente do Grupo Samel.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood classificou “Death Protocol” em três categorias diferentes: Documentary Feature (Melhor Documentário de Longa- Metragem), Original Score (Melhor Trilha Sonora) e Original Song (Melhor Música Original).
Sim, o documentário tem música própria. “Protocol” é interpretada pela cantora americana Savannah Moon e pelo músico e compositor brasileiro Daniel Figueiredo, que mora em Los Angeles.
O cineasta, além do trabalho da Samel, ouviu médicos como David A. Farcy, diretor do Mount Sinai Medical Center, em Miami, e ex-presidente da Academia Americana de Medicina de Emergência. Ouviu também Cameron Kyle-Sidell, médico intensivista de Nova Iorque, e Margareth Dalcolmo, médica pneumonologista e pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). O diretor-clínico da Samel, Daniel Fonseca, e Manuel Amorim, coordenador de Fisioterapia do Hospital Samel, além de Luís Alberto Nicolau, também foram ouvidos.
Os especialistas mostram, no documentário, que a intubação precoce causa 80% de mortes e, em idosos, chega a 97%. “O filme é um grito de alerta, um painel dinâmico e humano sobre este triste capítulo da história da raça humana. Tem como missão não somente documentar os fatos, mas chamar a atenção para a necessária mudança de protocolo, substituindo o ‘protocolo da morte’ pelo ‘protocolo da vida'”, diz André Di Mauro.
Diretor, roteirista, ator e produtor, Di Mauro tem mais de 40 anos trabalhando em cinema, teatro e TV. Participou de mais de 50 obras audiovisuais entre filmes, novelas e séries. É fundador do primeiro curso superior de cidade do Rio de Janeiro, na Unesa.
A DiMauro Filmes, devido à pandemia de coronavírus, liberou o documentário para exibição gratuita na Internet, uma vez que as salas de cinema estão fechadas. O acesso é pelo link
http://saladecinema.com/protocolo-da-morte/
A senha é a palavra vida.