Uma empresa privada de Coari estava estocando 40 cilindros de oxigênio para vender o produto com um aumento de 600% no preço. A Prefeitura de Coari e o Ministério Público do Amazonas acionaram a Justiça, que determinou a apreensão do produto. O oxigênio já foi entregue nas unidades de atendimento de Covid-19 do município, que estavam a cinco horas de acabar o estoque. A crise de abastecimento do produto, fundamental para pacientes graves da doença, começou na capital e se espalha por todo o Estado.
A Prefeitura de Coari e o Ministério Público do Amazonas receberam a denúncia de que a empresa estava estocando os cilindros de oxigênio, que custava R$ 900 cada, para revendê-los por R$ 6 mil. Recorreram à Justiça para requisitar com urgência o produto para atender a demanda de oxigênio do município, que estava no limite diante do aumento de casos de Covid-19.
Segundo o Coronel Caliomar Barros Brandão, a Polícia Militar foi acionada e fez a apreensão de todo o material, que foi entregue na quinta-feira (14/1) às unidades de tratamento de covid-19. A operação foi realizada sob o comando do Tenente-Coronel Pedro Moreira, do 5º Batalhão PM.
Coari é o município com o maior número de casos de Covid-19 em todo o interior. Segundo o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), são 8.447 casos confirmados, com 142 óbitos até o dia 14/01.
O Amazonas está sofrendo com o desabastecimento de oxigênio diante do aumento de casos de Covid-19 no Estado. Ontem (14/1), alguns hospitais de Manaus chegaram a ficar sem o produto.
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