05/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MS consegue oxigênio para manter bebês em Manaus; Doria iria acolher prematuros e Bolsonaro o chama de ‘moleque’

Publicado em 15 de janeiro, 2021

MS consegue oxigênio para manter bebês em Manaus; Doria iria acolher prematuros e Bolsonaro o chama de 'moleque'

MS consegue oxigênio para manter bebês em Manaus; Doria iria acolher prematuros e Bolsonaro o chama de ‘moleque’. Foto: Arquivo

Na tarde desta sexta-feira (15), o Ministério da Saúde conseguiu cilindros de oxigênio para manter 61 bebês prematuros por mais 48h em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Manaus (AM).

A medida atende a uma solicitação do Governo do Amazonas para recém-nascidos que estavam no limite de oxigênio. A pasta vai continuar monitorando a situação desses bebês e segue unindo esforços para conseguir mais balas de oxigênio para que os prematuros não precisem ser transferidos para outros estados.

MS consegue oxigênio

A solução foi obtida pelo MS horas depois de duras críticas feitas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos arqui-rivais do presidente Jair Bolsonaro. O caos e o clima de guerra causados pela falta de oxigênio e o agravamento da segunda onda da Covid-19 no Estado foram usados como palanque político por ambos, gerando troca de farpas em redes sociais.

Doria e Bolsonaro

Doria falou exaltado durante coletiva em São Paulo de que “não ter oxigênio disponível para bebês é uma irresponsabilidade do governo Bolsonaro”, na qual classificou como “genocida”. “Li uma manifestação do presidente Jair Bolsonaro dizendo: ‘Fiz tudo o que estava ao meu alcance, o problema agora é do estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus’. Inacreditável. Inacreditável. Em outro país, isso talvez fosse classificado como genocídio. É um abandono aos brasileiros”, disse Doria.

Bolsonaro reagiu, chamando o adversário político de “moleque” e dizendo que ele e outros governadores “querem quebrar a economia do Brasil para botar na minha conta”. “Agora, vem esse moleque, governador de São Paulo, me acusar de facínora. Seja homem, cara. É duro mexer com quem tem um comportamento como esse cara. […] Em São Paulo, [há] um governador medíocre, que não sai na rua. Se sair, vai ser linchado”, declarou Bolsonaro.

Saúde

Polêmicas à parte, o Ministério da Saúde já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos, caso seja necessário: 25 em Curitiba (PR), 11 em Vitória (ES), 9 em Imperatriz (MA), 4 em Salvador (BA), 3 Feira de Santana (BA), 1 em Ariquemes (RO) e 3 no município de Macapá (AM). Estranhamente São Paulo não entrou na conta, tendo o governador paulista oferecido 60 leitos.

O Governo Federal irá prestar apoio em todo o processo logístico de remoção, junto às Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, para que, caso ocorra a transferência, ela seja feita de forma segura e rápida, da forma mais cuidadosa possível, avaliando a necessidade e gravidade de cada recém-nascido.

Os bebês, que poderão ser transportados, seguem critérios clínicos definidos pelas equipes médicas, e serão acompanhados de profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagens para prestar todo apoio aos prematuros.

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