
MS consegue oxigênio para manter bebês em Manaus; Doria iria acolher prematuros e Bolsonaro o chama de ‘moleque’. Foto: Arquivo
Na tarde desta sexta-feira (15), o Ministério da Saúde conseguiu cilindros de oxigênio para manter 61 bebês prematuros por mais 48h em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Manaus (AM).
A medida atende a uma solicitação do Governo do Amazonas para recém-nascidos que estavam no limite de oxigênio. A pasta vai continuar monitorando a situação desses bebês e segue unindo esforços para conseguir mais balas de oxigênio para que os prematuros não precisem ser transferidos para outros estados.
A solução foi obtida pelo MS horas depois de duras críticas feitas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos arqui-rivais do presidente Jair Bolsonaro. O caos e o clima de guerra causados pela falta de oxigênio e o agravamento da segunda onda da Covid-19 no Estado foram usados como palanque político por ambos, gerando troca de farpas em redes sociais.
Doria falou exaltado durante coletiva em São Paulo de que “não ter oxigênio disponível para bebês é uma irresponsabilidade do governo Bolsonaro”, na qual classificou como “genocida”. “Li uma manifestação do presidente Jair Bolsonaro dizendo: ‘Fiz tudo o que estava ao meu alcance, o problema agora é do estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus’. Inacreditável. Inacreditável. Em outro país, isso talvez fosse classificado como genocídio. É um abandono aos brasileiros”, disse Doria.
Polêmicas à parte, o Ministério da Saúde já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos, caso seja necessário: 25 em Curitiba (PR), 11 em Vitória (ES), 9 em Imperatriz (MA), 4 em Salvador (BA), 3 Feira de Santana (BA), 1 em Ariquemes (RO) e 3 no município de Macapá (AM). Estranhamente São Paulo não entrou na conta, tendo o governador paulista oferecido 60 leitos.
O Governo Federal irá prestar apoio em todo o processo logístico de remoção, junto às Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, para que, caso ocorra a transferência, ela seja feita de forma segura e rápida, da forma mais cuidadosa possível, avaliando a necessidade e gravidade de cada recém-nascido.
Os bebês, que poderão ser transportados, seguem critérios clínicos definidos pelas equipes médicas, e serão acompanhados de profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagens para prestar todo apoio aos prematuros.
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