19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Hortaliças cultivadas no sistema prisional são doadas para instituições de caridade

Publicado em 12 de janeiro, 2021

A doação foi feita pela Seap para o Lar Batista Janell Doyle e o Abrigo Nacer, que cuidam de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Foto: Divulgação/Seap

Legumes e hortaliças cultivados por internos do Centro de Detenção Provisória de Manaus 2 (CDPM 2), localizado no Km 8 da rodovia BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, foram doados a duas instituições que oferecem assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, o Lar Batista Janell Doyle e o Abrigo Nacer, localizadas nos bairros Mauazinho e Parque Dez, respectivamente.

Uma iniciativa da empresa cogestora em parceria com o Departamento de Reintegração Social e Capacitação (Deresc), a doação foi realizada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), na manhã desta terça-feira (12).

Os produtos doados são resultado do trabalho realizado por detentos participantes do projeto de ressocialização “Trabalhando a Liberdade”, em uma colônia agrícola localizada em área anexa ao CDPM 2. A equipe de detentos do presídio cultiva e colhe, quinzenalmente, aproximadamente 800 maços de hortaliças entre chicória, cebolinha e coentro, além de alface e tomate.

Solidariedade

O gerente de projetos do CGPAM, consórcio responsável pela cogestão dos CDPMs 1 e 2, Alexandre de Moraes, destaca o lado solidário da ação em dar apoio às instituições, ao mesmo tempo garantindo que a produção orgânica tenha total aproveitamento. “O consórcio CGPAM e a Seap atuam de forma estratégica para que não ocorra o desperdício de alimento, bem como para que as instituições sociais sejam atendidas. Vale ressaltar que a ação solidária é uma forma de mostrar que o reeducando está sendo ressocializado, cooperando com a produção dos produtos doados”.

Sem agrotóxicos

Todo o processo de cultivo realizado pelos detentos acontece sem o uso de agrotóxicos, resultando em produtos 100% orgânicos. O saldo da produção é dividido para atender ao consumo da própria unidade prisional e para doações, enquanto o restante é repassado aos fornecedores de alimentos das duas unidades prisionais. Por sua vez, os fornecedores revertem o material em suprimentos para dar continuidade à produção agrícola.

Para a chefe do Deresc, Keyla Prado, a dedicação e o comprometimento dos internos que trabalham no plantio e cultivo dos produtos tornam a ação ainda mais gratificante. “Essas atividades já ajudaram muitos de nossos internos a repensar suas vidas e buscar alternativas. É um ciclo muito bonito, uma troca, pois eles sabem que o fruto do seu trabalho vai para a mesa de pessoas carentes”, avalia.

História

A produção agrícola já faz parte da história do Sistema Prisional do Amazonas. Em 2020, a horta do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) teve uma produção de aproximadamente duas toneladas de tomates, também por meio do programa “Trabalhando a Liberdade”.

Remição de pena

Hoje, mais de 1.200 internos do sistema prisional já fazem parte do projeto de ressocialização, que garante um dia de pena a menos a cada três dias de trabalho ou estudo.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.