
Chefe da FVS diz que Manaus ainda não vive reflexo das confraternizações e casos da Covid tendem a acelerar mais. Foto: Divulgação
Manaus ainda não vive o reflexo de infecções da Covid-19 que podem ter sido provocadas pelas aglomerações das confraternizações de fim de ano, no Natal e Ano Novo. A afirmação é do chefe da Sala de Situação de Saúde da Fundação de Vigilância (FVS), Daniel Barros, feita durante a apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento da Covid-19 estadual, com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Centro Cultural Vasco Vasques (CCAA), nesta segunda-feira (11).
Segundo dados divulgados hoje, a capital teve oscilações de alta de infecções pelo coronavírus entre outubro e novembro, mas nada se compara ao início da segunda onda com a aceleração de contaminação e alto risco de contágio visto a partir dos dias 27 e 28 de dezembro do ano passado. “Ainda vamos colher os frutos das aglomerações de fim de ano, com reflexo em cidades do interior, principalmente as que fazem ligação com a capital e estão mais próximas”.
Nos últimos 14 dias, a capital teve alta de 74% no número de infectados e o interior 18%. O número de óbitos decorrentes de complicações do coronavírus registrou aumento de 86% no Amazonas e 96% somente na capital, sendo 58% para o interior, a partir da segunda quinzena de dezembro. “Nada se compara aos últimos 14 dias, com um aumento explosivo, dobrando necessidade de internação na rede pública e triplicando na rede privada”, falou o chefe da FVS.
A distribuição de casos por sexo e faixa etária mantém o perfil da primeira onda ocorrida entre abril e maio de 2020. Os infectados são maioria com idades entre 20 anos e 59 anos, e houve um ligeiro aumento de mortes na mesma faixa e entre menores de 10 anos. “Além de estarmos na fase de média de alta de chuvas, que aumenta a incidência de problemas respiratórios, também estamos na fase mais crítica da Covid, a fase roxa”, lembrou Daniel.
Veja mais notícias em Cidade