
EXCLUSIVO Pandemia atinge crianças e até os recém-nascidos exigem cuidados. Foto: Divulgação
REPORTAGEM FABRINNE GUIMARÃES
A pandemia de coronavírus está destruindo crenças dos especialistas. A principal delas veio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e recomendava, mundialmente, a intubação precoce dos pacientes. Outra crença, a de que crianças ficariam assintomáticas, também está ruindo. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informa que 21 crianças estão internadas e cinco delas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nesta terça (05/01), por agravamento da Covid-19.
Desde o início da pandemia, o Amazonas contabiliza 21.296 casos entre crianças e adolescentes, até 19 anos. Desses, 1.207 precisaram de hospitalização e 58 foram a óbito. Os jovens entre 16 e 19 anos, que se acreditava passariam pela contaminação com sintomas leves, foram 6.715 nesse total e 249 hospitalizados.
As crianças com menos de seis anos contaminadas já somam 5.984, 621 delas hospitalizadas, desde o início da pandemia. São dados preocupantes, no momento em que a rede hospitalar do Amazonas, pública e privada, está à beira do colpaso. O registro está na página de Transparência Covid-19, da FVS-AM, atualizada até domingo (03/12).
A extensão das recomendações das autoridades sanitárias às crianças, adolescentes e jovens encontra razão nos números de óbitos. Entre 16 a 19 anos ocorreram 13 óbitos, dos 11 a 15 anos outros 7, de 6 a 10 anos apenas 1 e abaixo dos 6 anos 37 falecimentos por Covid-19.
O monitoramento da FVS-AM armazena dados desde o dia 16 de março de 2020.
Em todas as faixas etárias, os principais sintomas são febre, tosse, dispneia (falta de ar), desconforto respiratório e dor no corpo e garganta. Em crianças menores de seis anos são maiores os registros de saturação de oxigênio menor que 95%. Em relação a comorbidades, as crianças entre 6 e 10 anos apresentam maior registro de asma e doenças neurológicas, enquanto os de 11 a 15 anos têm mais imunodeprimidos.
A FVS-AM também monitora bebês neonatal precoces (0 a 6 dias), que tiveram 353 casos de contaminação pelo coronavírus. Os neonatais tardios (7 a 27 dias) 158 casos. Pós-neonatal (28 a 364 dias) 961 casos. E maiores de um ano 1.472 casos.
Entre os neonatais precoces há um óbito registrado, no Município de Parintins, com letalidade de 0,3%. Nos tardio houve três óbitos e letalidade de 1,5%. Entre pós-neonatal 12 bebês faleceram, com letalidade de 1,0%. E em maiores de 1 ano houve 16 óbitos, com letalidade de 0,9%.
Das comorbidades dos hospitalizados estão cardiopatia, síndrome de Down, asma, diabetes. Um dos óbitos do pós-neonatal tinha cardiopatia.
No Amazonas há também registro de 454 casos de Covid-19 em grávidas, entre as quais ocorreram 14 óbitos (2,7% de letalidade). Entre as puérperas (mães recentes) foram registrados 121 casos e 7 mortes (5,8% letalidade).
A maioria dos casos de grávidas está entre 20 e 29 anos e puérperas dos 30 a 39 anos. Já a maioria dos óbitos de grávidas registrada com Covid-19 vai de 20 a 29 anos. E entre puérperas ficou de 30 a 39 anos.
Os principais sintomas são febre, tosse, desconforto respiratório e dispneia. Entre as comorbidades nas grávidas estão asma, diabetes e cardiopatia. Nas puérperas se adiciona a obesidade.
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