
Beneficente registra alta demanda e avisa que pacientes do Estado são apenas os transferidos. Foto: Arquivo
O Hospital Português do Amazonas (Beneficente Portuguesa) informa que os leitos de contingência para Covid-19 contratados pelo Governo do Estado são regulados via Sisreg pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM), sendo que as admissões acontecem apenas via transferência de outras unidades de saúde do Estado e não diretamente.
O hospital, que também atende a convênios e particulares, teve alta demanda nos últimos dias tanto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) quanto para os leitos clínicos. Em nota, a unidade disse estar trabalhando para ampliar a capacidade de atendimento.
Os principais hospitais da rede privada de Manaus estão operando com 100% da capacidade dos seus leitos ocupados, depois uma alta recorde no número de internações de pacientes com Covid-19.
O hospital Santa Júlia foi o primeiro a emitir o alerta no domingo (27/12) e pedir mais precaução por parte da população. O Hospital Adventista também está na mesma situação assim como o Check-Up, que informou estar realizando ações para “aumento do número de leitos e que reduzam o tempo de espera em nosso setor de emergência”.
Eles reforçam a necessidade de conscientização da população neste momento difícil e que mantenham as precauções com o uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos.
Com as internações em alta, o Estado volta ao estágio de alerta vermelho para a pandemia. As redes Samel e Hapvida informaram que avisariam sobre lotação de leitos por meio de suas redes sociais assim que tivessem um quadro definido.
De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), só neste domingo (27), 95 pessoas foram internadas com a doença somente na rede pública do Amazonas. Esse é o maior número de internações em um único dia, desde o dia 15 de maio, no ápice da pandemia no Amazonas. Naquele período foram registradas 82 hospitalizações. Dessas internações 88 são na capital e apenas 7 no interior.
Na nota emitida pelo Santa Júlia, é feito um apelo para a “população que retome os cuidados, porventura esquecidos, tão essenciais no combate à pandemia, que ainda nos assola. Não é hora de relaxarmos”.
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