
Ônibus param por causa de tumulto no Centro e órgãos desmentem greve. Foto: Divulgação
Com a manifestação de lojistas e funcionários ocorrendo no Centro de Manaus neste sábado (26), boatos de que estaria havendo greve nos ônibus começaram a circular, porém a informação foi desmentida pelos órgãos competentes.
“Não procede. Estava tendo uma manifestação no Centro e os ônibus não estavam conseguindo passar e por isso houve congestionamento dos veículos”, informaram o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
A manifestação é contra decreto estadual de combate à pandemia de coronavírus. Fecharam a esquina da avenida Eduardo Ribeiro com a Sete de Setembro e desistiram. Depois fecharam a esquina da avenida com a Marquês de Santa Cruz, próximo ao Relógio Municipal.
Os manifestantes também estão concentrados na avenida Floriano Peixoto, atrás do antigo prédio da Receita Federal. Essa área foi fechada.
A Secretaria Estadual de Segurança (SSP), com as polícias Civil e Militar, fechou com gradis o chamado “Shopping Bate-Palmas”. O local fica na avenida Floriano Peixoto. Viaturas da PM foram espalhadas no local.
As manifestações de lojistas iniciaram na véspera do Natal, embora o decreto de restrições tenha validade apenas deste sábado (26/12) a 10/01. Um dos manifestantes, em meio a vários funcionários e lojistas, prometia abrir as lojas no sábado.
“Vamos abrir, taxistas e mototaxistas vão continuar trabalhando”, dizia. As lojas, no entanto, até o fechamento desta matéria (11h10), permaneciam fechadas, em toda a zona do Centro.
O decreto do Governo do Estado, anunciado pessoalmente pelo governador Wilson Lima, fechou o comércio, incluindo bares e restaurantes. Fica liberado apenas o serviço de entrega (delivery). Os shoppings podem usar estacionamentos como “espaço de entrega”.
A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) foi à Justiça, no dia da edição do decreto, 23/12, buscando liminar para continuar funcionando. O desembargador João Simões, no plantão, negou a suspensão e disse que as medidas tomadas pelo governo são necessárias.
Na véspera do Dia de Natal (24/12), uma festa no Atlético Rio Negro Clube, Centro, com 500 pessoas, foi fechada pela polícia. No mesmo dia, na rua Palafita, no Japiim, 1,5 mil pessoas estavam reunidas, desafiando o decreto, e a festa também foi interditada. Numa Chácara do Tarumã, na festa Sunset, dia 25/12, também havia cerca de 1,5 mil pessoas quando os policiais chegaram.
A ordem do governo vem sendo cumprida, com apreensão de instrumentos, som e bebidas em festas clandestinas.
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