
A programação do projeto “Convers(A)ções sobre o Corpo Cênico Contemporâneo: Diversidades” segue a partir desta quinta (17) até a próxima quarta-feira (23), nas redes sociais do Pitiú das Artes. Foto: Divulgação
Em cartaz nas redes sociais do Pitiú das Artes – Instagram e Facebook -, o projeto “Corpo cênico contemporâneo: diversidades” chega em sua reta final com uma programação formada por debates e espetáculos. Assim como outras manifestações no campo das artes cênicas, essa inciativa idealizado por Francisco Rider foi influenciada pela pandemia de Covid-19, que acabou consolidando processos de aumento da presença da internet no dia a dia.
Dividido em três eixos, oficinas, diálogos e apresentações, “Convers(A)ções sobre o Corpo Cênico Contemporâneo: Diversidades” está desenvolvendo um amplo repertório sobre o tema com debates focados no corpo, mas ligados a questões de gênero, de etnia, de classe social e estéticas. As oficinas também buscam discutir novas técnicas e novas formas de construção cênica no contexto de aumento da virtualidade para as artes cênicas.
Francisco Rider, que também coordena o projeto – que foi contemplado com o Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2020 – Lei Aldir Blanc -, reconhece o momento singular pelo qual passamos e como a partir disso é possível aproveitar os mecanismos da internet para novos modos de produzir: “As instituições que patrocinam este projeto e outros deram a opção ao artista de realizar no modo virtual ou presencial. Por que então vou colocar em risco a saúde dos colaboradores do projeto e do público? A partir dessa questão, acredito que o diálogo com a internet pode alimentar processos de construção de outros modos e maneiras de produção e gestão artística e cultural”, pondera.
Francisco Rider considera o corpo fundamental para o artista e o ser humano, pois é a partir do encontro com o outro que pode ocorrer a “alteridade”. “Nesse encontrar presencial ocorrem processos sensoriais, energias são trocadas, afetos ocorrem, fluidos são cambiados, enfim, há o se deparar com o outro conhecido/desconhecido, que não é necessariamente o ser humano, mas um ser vegetal, um ser da fauna, um objeto”, explica. “Se estamos realizando remotamente esse projeto, não é por uma questão da imposição da pandemia, mas por uma questão ética, estética e política e de empatia pelo outro e respeito à saúde do fruidor de artes e nosso próprio”.
Graças à boa receptividade do projeto, Rider não descarta desdobramentos futuros. “A receptividade foi um sucesso em termos de qualidade das conversações. Realizar em menos de um mês está sendo insano, pois envolve muitos sujeito, subjetividades, egos e cobranças de todas as direções. Que o projeto nos leve à algo mais amadurecido, pois estamos realizando de forma bem experimental. Precisamos amadurecer o que é o projeto”, observa.
Eixo Diálogos
18/12 – O corpo cênico amazônico – Milton Aires
21/12 – Questão do Corpo Negro – Marcio Moraes
23/12 – Pressão estética e gordofobia na dança – Bel Sousa e Rafaela Machado
Eixo Apresentações e espetáculos
“Fleshion [Aparências]”, de Thelma Bonavita (SP/Berlim) – 17/12, às 17h30 (Manaus)
“Vestígios”, de Marta Soares (SP) – 19/12 às 15h30 (Manaus)
“Alavancas e Dobradiças”, de Célia Gouvêa (SP) – 20/12 às 19h30 (Manaus)
“Recolon”, de Leonardo Scantbelruy (AM) – 22/12 às 19h30 (Manaus)
O que é: Corpo Cênico Contemporâneo: Diversidades
Quando: De 17/12 a 23/12
Onde: nas redes sociais do Pitiú das Artes no Instagram e Facebook
Quanto: gratuito
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