
Morre Joffre Silva dos Santos, ex-diretor artístico e coreógrafo do Corpo de Dança do Amazonas. Foto: Divulgação
Morreu neste sábado (12), o ex-diretor artístico e coreógrafo do Corpo de Dança do Amazonas, Joffre Silva dos Santos, vítima de Covid-19. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa manifestou profundo pesar pelo ocorrido.
Natural de Belém, no Pará, Joffre contava com formação e experiência em balés modernos e contemporâneos. Deixou também sua marca como primeiro diretor do Corpo de Dança do Amazonas, de 1998 a 2002.
Ao longo da trajetória profissional, ele teve participação em grupos como Ballet Ópera Paulista e Ballet Stagium, de São Paulo; e Balé Teatro Castro Alves, da Bahia. Joffre também atuou como artista cênico em grupos experimentais de Manaus, até ingressar na dança.
Em 2018, no Largo de São Sebastião, o artista recebeu uma placa em homenagem aos anos de contribuição à Cultura no Estado do Amazonas, durante o encerramento do 8º Festival Amazonas de Dança (FAD).
Quem também lamentou a morte foi o Teatro Castro Alves, na Bahia. “É com pesar que o Teatro Castro Alves lamenta o falecimento de um grande nome da dança nacional: Joffre Santos. O artista amazonense foi integrante do BTCA – Balé Teatro Castro Alves e manteve produtiva relação com a Bahia. Joffre passou a fazer parte do corpo artístico do TCA em 1993. Natural de Manaus, ele também morou em São Paulo, onde participou da companhia Ballet Stagium, no início da sua carreira.
Depois de ter dirigido o Corpo de Dança do Amazonas, no final dos anos 1990, voltou para o BTCA como maître de balé do BTCA, intérprete-criador e coreógrafo da Companhia Ilimitada. Ele também foi professor de balé clássico no Projeto Axé, na Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb e em muitas academias de Salvador, atuando diretamente na formação dos dançarinos que hoje compõem a cena baiana.
Konstanze Mello, bailarina do BTCA, conta sobre ele: “Falar de Joffre é falar do bem, é falar de amor, dedicação, gentileza, dentre outras coisas maravilhosas. Um ser humano grandioso, profícuo, especial e único. Um artista incrível, um ser humano maior ainda. A dança chora, grande perda!”
Veja mais notícias em Cidade