27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Atendimento psicossocial da Deaai já solucionou 40 casos de estupro

Publicado em 03 de dezembro, 2020

Foto: Divulgação

Oferecendo um atendimento humanizado e técnico para vítimas e autores de crimes envolvendo crianças e adolescentes, o serviço psicossocial da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), da Polícia Civil do Amazonas, já solucionou 40 casos de violência sexual este ano. O atendimento, que conta com a presença de um psicólogo, uma investigadora e assistente social, abrange também casos de ameaças, injúria, brigas familiares e casos de meninos e meninas que fogem de casa.

Dentre os casos solucionados pela especializada, está o de uma menina de 12 anos que estava grávida. Durante as investigações, os profissionais foram informados que a vítima já tinha se relacionado com, aproximadamente, 10 homens que moravam na mesma comunidade que ela, na rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), e não sabia quem era o pai da criança que ela esperava. O psicossocial, além de ouvir a vítima e os familiares, também ouviu os suspeitos, indiciando os homens pelo crime de estupro de vulnerável.

Psicossocial

Segundo a delegada Elizabeth de Paula, titular da Deaai, o psicossocial nasceu de uma adaptação, uma vez que a escuta especial orienta que a criança seja ouvida por um psicólogo e assistente social.

“A delegacia se adaptou e criou um núcleo psicossocial mais humanizado para ouvir vítimas de estupro. No primeiro momento, o atendimento se concentra na vítima, mas posteriormente foi sentida a necessidade de estender para o autor. Em média, realizamos de dois a três atendimentos por dia, porque na pandemia houve uma diminuição. Até o momento tem 40 casos concluídos e outros em andamento, pois são casos que estão em fase de boletim de ocorrência”, informou.

Visita familiar

Ainda de acordo com a delegada, há casos em fase de visita familiar. O serviço psicossocial, no primeiro momento, escuta a vítima, mas depois eles vão à residência, pois se faz necessário no processo de atendimento.

“Normalmente, quando chegamos à casa, a história se mostra bem diferente da que é contada na delegacia. Por conta disso, nós vamos ao local, fazemos fotos, conhecemos muitas vezes onde se deu o crime, ouvimos os familiares. Durante os trabalhos do psicossocial, nós expandimos os atendimentos, porque teve essa necessidade.
Acabamos por resolver também os casos de ameaças, as brigas familiares, injúrias, ameaça a mães e casos de garotos que fogem de casa”, relatou Elizabeth de Paula.

Caso solucionado

Outro exemplo de caso atendido pelo psicossocial foi o de uma menina que teve o rosto queimado pela irmã, que é usuária de drogas. A vítima vinha de uma família que era envolvida com o tráfico de drogas, e a irmã acabou pondo fogo no rosto da criança, causando uma tragédia. Foi a especializada que foi responsável por encontrar alguém para tomar conta da criança, permitindo que ela vivesse em um lar seguro.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.