
O projeto “Leituras Dramáticas”, com o texto da peça “Constance”, será coordenado pelo diretor Michel Guerrero (à frente). O evento começa nesta quarta (2) e vai até domingo (6), na Usina Chaminé. Foto: Divulgação
A partir desta quarta-feira (2) até o próximo domingo (6), sempre às 19h, será realizado o projeto “Leituras Dramatáticas”, no Centro Cultural Usina Chaminé (avenida Manaus Moderna, s/nº, Centro). A atração é o texto da peça teatral “Constance, a cantora de depois de depois do fim do mundo e o submarino do Rio das Sombras”, de Sérgio Cardoso. A entrada é gratuita, e a recomendação etária é a partir de 16 anos. Além do dramaturgo, o evento tem a assinatura também da Associação Cultural Apareceu a Margarida (Acam).
O ator e diretor teatral Michel Guerrero coordena a leitura dramática, que conta com os atores Rosa Malagueta, Ana Cláudia Motta, Hely Pinto, Geraldo Langbeck e o próprio Guerrero, que também responde pela iluminação. Felipe Moura é responsável pela pesquisa musical e sonoplastia.
A Acam, há décadas, analisa as obras teatrais do dramaturgo Sérgio Cardoso, e já montou quatro espetáculos: “Gabriel Drago e o vampiro do Teatro Lazone” (2001), “A herança maldita de Mercedita de La Cruz” (2006), “Dorothy Garland” (2011) e “Ambrozhya e o Phantasma da Arte” (2019).
A leitura propicia o retorno de artistas à Apareceu a Margarida, como os quatro que vão marcar presença na leitura de “Constance”, que sempre atuaram em produções do grupo desde a sua fundação, em 1998. “A experimentação de uma recente escrita do autor Sérgio Cardoso nos confere a primeira parte do processo teatral, de pesquisa e leitura dramática. Após esta etapa, há possibilidade da Apareceu a Margarida realizar a montagem da obra para 2021”, adianta Michel Guerrero.
Este projeto de leituras tem o apoio do Governo Federal/Secretaria Especial de Cultura, Prêmio Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc/Prefeitura de Manaus/Manauscult e Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.
Além de dramaturgo, Sérgio Cardoso é gestor cultural e artista plástico. Seus textos são ambientados na cidade de Lazone, uma representação do que seria Manaus nas suas obras. Em “Constance” não seria diferente, e apresenta o amor como passaporte para o rito das desgraças humanas, sem deixar de lado a ambição, a lascívia e o retrato de uma época, sempre presentes nas peças do autor.
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