
Coronel Fabiano Bó recebeu os policiais as 6h, horário costumeiro desse tipo de operação, e eles saíram por volta das 8h10. As buscas foram ordenadas pelo relator do processo dos respiradores no STJ, ministro Francisco Falcão (foto)
A Polícia Federal (PF), em nova fase da Operação Sangria, que apura a compra de respiradores pelo Governo do Estado, cumpre mandados nesta manhã (30/11). Tudo indica que não há mandados de prisão, apenas de busca. Um dos alvos foi o chefe da Casa Militar do Estado, coronel PM Fabiano Bó. Os alvos foram a casa dele e a sede da secretaria, que fica na sede do Governo do Estado.
Os policiais deixaram a casa do secretário por volta das 8h10. Ele não foi preso.
Outro alvo foi outro subsecretário da SES, de Assistência do Interior, Cássio Roberto do Espírito Santo.
A PF ainda não emitiu o comunicado oficial que costuma explicar os objetivos das operações. Uma diretriz interna proíbe a divulgação de nomes, mas os detalhes são oferecidos. E os policiais costumam responder, quando indagados, sobre suspeitos terem ou não sido presos. Tudo indica que a ação ocorreu nesta segunda (30/11), para não influir no resultado da eleição para prefeito de Manaus, ocorrida na véspera.
A compra de respiradores, pela SES, ocorrida no auge da pandemia do novo coronavírus, continua sendo investigada. A Justiça Federal chegou a autorizar a prisão de cinco pessoas. As prisões ocorreram no dia 08/10.
Foram presos o ex-secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias de Souza Lima, a ex-secretária Executiva da Capital da SES, ex-Susam, Dayana Priscila Mejia de Souza, o engenheiro clínico Ronald Gonçalo Caldas Santos, o médico Luiz Carlos Avelino Junior, marido da ex-secretária estadual de Comunicação Daniela Assayag, e o empresário Gutemberg Leão Alencar.
Os cinco tiveram as prisões temporárias, que valem por cinco dias, prorrogadas por mais cinco. Todos respondem em liberdade.
O processo é executado pela PF, Ministério Público Federal (MPF) e Justiça Federal, por envolver verba federal. Neste momento, as ações estão ao encargo do relator, no Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Falcão.