26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Coronel Fabiano Bó, chefe da Casa Militar do Estado, é alvo de busca em casa e no trabalho, mas sem prisão

Publicado em 30 de novembro, 2020

Coronel Fabiano Bó

Coronel Fabiano Bó recebeu os policiais as 6h, horário costumeiro desse tipo de operação, e eles saíram por volta das 8h10. As buscas foram ordenadas pelo relator do processo dos respiradores no STJ, ministro Francisco Falcão (foto)

A Polícia Federal (PF), em nova fase da Operação Sangria, que apura a compra de respiradores pelo Governo do Estado, cumpre mandados nesta manhã (30/11). Tudo indica que não há mandados de prisão, apenas de busca. Um dos alvos foi o chefe da Casa Militar do Estado, coronel PM Fabiano Bó. Os alvos foram a casa dele e a sede da secretaria, que fica na sede do Governo do Estado.

Os policiais deixaram a casa do secretário por volta das 8h10. Ele não foi preso.

Outro alvo foi outro subsecretário da SES, de Assistência do Interior, Cássio Roberto do Espírito Santo.

 

Eleição e ação

A PF ainda não emitiu o comunicado oficial que costuma explicar os objetivos das operações. Uma diretriz interna proíbe a divulgação de nomes, mas os detalhes são oferecidos. E os policiais costumam responder, quando indagados, sobre suspeitos terem ou não sido presos. Tudo indica que a ação ocorreu nesta segunda (30/11), para não influir no resultado da eleição para prefeito de Manaus, ocorrida na véspera.

A compra de respiradores, pela SES, ocorrida no auge da pandemia do novo coronavírus, continua sendo investigada. A Justiça Federal chegou a autorizar a prisão de cinco pessoas. As prisões ocorreram no dia 08/10.

Foram presos o ex-secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias de Souza Lima, a ex-secretária Executiva da Capital da SES, ex-Susam, Dayana Priscila Mejia de Souza, o engenheiro clínico Ronald Gonçalo Caldas Santos, o médico Luiz Carlos Avelino Junior, marido da ex-secretária estadual de Comunicação Daniela Assayag, e o empresário Gutemberg Leão Alencar.

Os cinco tiveram as prisões temporárias, que valem por cinco dias, prorrogadas por mais cinco. Todos respondem em liberdade.

O processo é executado pela PF, Ministério Público Federal (MPF) e Justiça Federal, por envolver verba federal. Neste momento, as ações estão ao encargo do relator, no Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Falcão.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.