31/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Uma das mais belas vozes do Amazonas, Jane Bastos morre em São Paulo

Publicado em 02 de setembro, 2020

Cantora do Amazonas, Jane Bastos morre em São Paulo

Jane Bastos estava em São Paulo fazendo tratamento contra um câncer no abdômen. Foto: Reprodução

Uma das mais belas vozes do Amazonas, a cantora e compositora Jane Bastos faleceu no domingo (30) à noite, por volta das 22h, em São Paulo, onde fazia tratamento contra um câncer no abdômen.

Ela cantou na noite manauara por muito tempo, principalmente entre os anos 80 e 90, sendo uma das estrelas da ‘música popular amazonense’. Participou de vários festivais de música do Amazonas. Se apresentava com frequência nos bares da moda dos anos 80/90, como Consciente, Galvez e Clube da Esquina.

Nas redes sociais, vários colegas lamentaram a morte da artista, como Simone Ávila e Lucinha Cabral.

O consultor educacional Álvaro Sanches Filho postou essa mensagem nas redes sociais sobre a morte da amiga:

E o mundo mais uma vez perde um alma do bem. Aliás, a palavra “bem” me faz encher os olhos de água ao lembrar dela cantando para mim “Cuide-se bem”, música de Guilherme Arantes, com sua voz rouca, cabelos soltos, dedos fortes deslizando as cordas do violão e um olhar único para a canção. Estou falando de Jane Bastos, cantora e interprete das canções de Maria Bethânia como ninguém.

Sua voz de contralto reunia aquele grave que tremia o corpo e um agudo que arrepiava a alma. Viveu a noite Manaura como ninguém. Embalou noitadas, horas a fio. Ela, seu violão e seu sonho de tocar as pessoas. Jane eternizou a canção “Gaia” do compositor amazonense Renato Linhares. E mal sabia ela que partiria como cantava nos versos desta canção:

“Quando aceitarmos o medo do indesejado. Quando alcançarmos o fim da subida. Quem não dirá que na noite de um dia qualquer beijou o vento. Quem negará que um dia esqueceu de acordar antes do sol”

Jane, ou Janica, como eu adorava chamá-la, se despediu neste final do mês de agosto. Ela não viu o próximo mês entrar. Mas essa danadinha fez de sua vida, dos palcos e de suas amizades, como o mês faz a cada 30 ou 31 dias: começou, deixou os dias seguir, horas com chuva, horas com sol, e terminou. E assim como um espetáculo, ela recebe, de quem a conheceu, os aplausos de pé, por sua bela interpretação da vida.

 

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