27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cartórios esperam fim de investigações, após prisões por fraude milionária, diz associação

Publicado em 27 de agosto, 2020

Cartórios esperam fim de investigações sobre fraude

Foto: Arquivo

A Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg/AM) e o Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil – Seção Amazonas (IEPTB/AM) divulgou nota, nesta quinta-feira (27/08) sobre a prisão de três pessoas acusadas de desviar R$ 1,7 milhão do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), entidade que congrega 78 cartórios de protestos extrajudiciais do Amazonas.

Segundo a nota, a Anoreg/AM está ciente dos acontecimentos e aguarda o término das investigações para se manifestar oficialmente.

Segue a íntegra da nota:

A Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg/AM) e o Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil – Seção Amazonas (IEPTB/AM) comunicam que estão cientes dos acontecimentos que resultaram em prisões pela Policia Civil do Amazonas. As informações que a Anoreg/AM e o IEPTB/AM possuem são as mesmas que chegaram até a imprensa amazonense e aguardarão o término das investigações para se manifestarem oficialmente.

 

Entenda o caso

Alexander Weber Barbosa Vieira, 31 de anos, Marco Túlio Thomé Graupner, de 30, e Priscila Portela Coutinho, que não teve a idade revelada, foram presos, ontem (25/8). A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) diz que o trio é investigado por desviar aproximadamente R$ 1,7 milhão do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), entidade que congrega 78 cartórios de protestos extrajudiciais do Amazonas.

A equipe de investigação da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) prendeu os três, ao longo de terça-feira (25/8), em cumprimento a mandado de prisão preventiva por furto qualificado. As prisões ocorreram em Manaus, capital do Amazonas, e no estado de Santa Catarina.

Conforme o delegado Aldeney Goes, titular da Derfd, as investigações começaram após um representante do IEPTB registrar um Boletim de Ocorrência (BO), em novembro de 2018, alegando que os indivíduos, que eram funcionários do local, tinham desviado certa quantia da conta do instituto.

Segundo Goes, os valores desviados eram creditados em contas bancárias dos investigados. “E para não despertar desconfiança, era atribuída a nomenclatura de cartórios locais no intuito de esconder o crime”, informou a Polícia Civil.

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