
Foto: Reprodução/Aleam
Nesta terça-feira (14/7), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou nova votação para definir os integrantes da Comissão Especial que vai analisar o pedido de impeachment do governador Wilson Lima (PSC) e do vice-governador, Carlos Almeida (PRB). A chapa única eleita é composta por 17 parlamentares. Nesta terça, também houve votação para presidência e relatoria da comissão. O resultado mostrou que a base governista passou a dominar a comissão do impeachment, impondo maioria na Assembleia.
Até esta terça, houve uma vitória pessoal do presidente da Aleam, Josué Neto, permitindo e dando prosseguimento ao impeachment, mas o governo reagiu e recuperou a maioria dos deputados estaduais. O movimento se reflete na votação para composição da Comissão Especial do Impeachment. Alessandra Campêlo será a presidente e Dr. Gomes o relator. São os dois postos-chaves do impeachment e ambos reconhecidos aliados de Wilson Lima.
Josué ficou fora inclusive da presidência da reunião que elegeu a comissão. Ele temia anular todo o trabalho, com qualquer interferência, por ser o beneficiado direto com a cassação de governador e vice. O presidente da Aleam – ele, Josué Neto – assumiria o governo por três meses, até convocar novas eleições. E poderia concorrer à reeleição. A vitória governista na composição da comissão parece jogar por terra todos esses planos.
O deputado Josué Neto repassou a presidência da reunião desta terça para a deputada Alessandra Campêlo, que é 1ª vice-presidente. Segundo Josué, nesta terça, houve quórum suficiente para homologar os nomes dos 17 integrantes da comissão. “A partir da formação da comissão, a própria comissão e seus 17 membros têm a função de decidir a forma que será conduzida esta comissão”, disse Josué.
Durante a sessão híbrida, os deputados colocaram para votação os nomes indicados na votação anterior, realizada na última quinta-feira (9/7).
Desta vez, os deputados Serafim Corrêa e Sinésio Campos votaram remotamente. Na sessão presencial, votaram os deputados: Abdala Fraxe, Adjuto Afonso, Alessandra Campêlo, Augusto Ferraz, Berlamino Lins, Cabo Maciel, Carlinhos Bessa, Delegado Péricles, Dermilson Chagas, Dr. Gomes, Dra. Mayara Pinheiro Reis, Fausto Junior, Felipe Souza, Joana Darc, João Luiz, Ricardo Nicolau, Roberto Cidade, Saullo Vianna, Terezinha Ruiz e Wilker Barreto. Não estiveram presentes os deputados Álvaro Campelo e José Neto, que se afastou.
Os trabalhos da comissão especial serão conduzidos pelo deputado Berlamino Lins, que, atualmente, é o parlamentar de mais idade entre os deputados da Casa.
Os deputados vão analisar duas denúncias que apontam suposto crime de responsabilidade praticado pelo governador e vice.
Fausto Júnior (PRTB)
Delegado Péricles (PSL)
Felipe Souza (Patriota)
Terezinha Ruiz (PSDB)
João Luiz
Alessandra Campelo (MDB)
Dr. Gomes (PSC)
Saullo Vianna (PTB)
Belarmino Lins (PP)
Cabo Maciel (PL)
Dermilson Chagas (Podemos)
Wilker Barreto (Podemos)
Roberto Cidade (PV)
Carlinhos Bessa (PV)
Adjuto Afonso (PDT)
Sinésio Campos (PT)
Joana Darc (PL)
Na Sessão Plenária realizada na Aleam na última quinta-feira (9/7), a deputada Alessandra Campêlo, 1ª vice presidente da Casa, presidiu a votação que elegeu os membros da comissão especial para analisar o possível impeachment do governador e seu vice.
Porém, na 1ª reunião preparatória da Comissão Especial, realizada na sexta-feira (10/7), e que serviria para escolha do presidente e do relator da Comissão, o deputado Fausto Júnior, questionou o quórum presente na eleição do dia anterior.
O deputado Belarmino Lins, que presidia a reunião preparatória por ser o parlamentar com maior idade, solicitou a ata da reunião plenária do dia 9 de julho. Na ata verificou-se que, de fato, no momento da homologação dos membros da Comissão Especial, apenas 12 deputados estavam presentes. O quórum mínimo para esta votação era de 13 deputados.
Belarmino Lins, então, anulou a eleição anterior e convocou uma nova para a próxima sessão plenária desta terça.
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