05/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Forças armadas representam contra Gilmar Mendes por acusação de genocídio na pandemia

Publicado em 13 de julho, 2020

No fim de semana, Gilmar Mendes fez comentário sobre Forças Armadas. Foto: Arquivo

As Forças Armadas reagiram a um comentário feito, no sábado (11/7), pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (13/7), o Ministério da Defesa divulgou nota em que reafirma que a Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira estão empenhadas em preservar vidas durante a pandemia da Covid-19. A também informou que vai enviar à Procuradoria-Geral da República uma representação para adoção das medidas cabíveis.

Na tarde do último sábado, o ministro participou de um debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. Também participaram do evento o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e o médico Dráuzio Varella.

No evento, ele comentou: “é preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

O ministro se referia ao trabalho de militares no Ministério da Saúde. “Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, disse Mendes, na ocasião.

Defesa emite nota

Na nota, o Ministério da Defesa afirmou que a acusação é grave. “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, diz o texto.

Leia a íntegra da nota oficial:

“O Ministro da Defesa e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica repudiam veementemente a acusação apresentada pelo senhor Gilmar Mendes, contra o Exército Brasileiro, durante evento realizado no dia 11 de junho, quando afirmou: “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia.

Genocídio é definido por lei como “a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (Lei no 2.889/1956). Trata-se de um crime gravíssimo, tanto no âmbito nacional, como na justiça internacional, o que, naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista.

Na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas.

Informamos que o MD encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”.

Confira o documento com a nota oficial.

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