
Esposa de coronel e militar envolvida em agressão a universitária tem auxílio cortado. Fotos: Divulgação
Após denúncia de agressão, injúria e possível crime de racismo contra uma universitária Dayse Brilhante, 22, ocorrido no dia 25 de junho, uma terceira sargento do Corpo de Bombeiros do Amazonas, esposa de um coronel da reserva da mesma corporação, teve vencimentos referentes à alimentação, da ordem de R$ 1.200, suspensos conforme a portaria 110, publicada nesta terça-feira (7).
Conforme fontes ligadas ao portal, a militar já responderia a um outro procedimento por uma agressão ocorrida na cidade de Parintins. Não há detalhes sobre o processo.
Segundo a portaria, a militar esteve por um período de 1 ano contínuo em licença para tratamento médico, ficando cessado agora o pagamento de alimento recebido. Durante este período ela não trabalhou e nem tirou plantões como terceira sargento.
A universitária fez um Boletim de Ocorrência por conta de agressão sofrida com socos, pontapés e puxões de cabelo durante um passeio no condomínio onde mora, no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul de Manaus.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio serão usadas na investigação. O caso foi registrado no 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Conforme relato de Dayse, ela estava com o cachorro ao perceber que estava sendo filmada por pessoas na frente de uma casa onde havia uma festa. Ela relatou ter ouvido insultos racistas e foi questionar o motivo.
Ao sair, teria sido agredida por uma mulher. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais, mostrando o momento em que a universitária é surpreendida. A mãe da jovem também foi agredida e ouviu os envolvidos dizerem que “essa negra tem que apanhar, tem que morrer”.
Foram registrados dois boletins de ocorrência pelas partes, com versões dos fatos. Por envolver uma militar do Corpo de Bombeiros, o caso será acompanhado pela Corregedoria Geral.
O advogado da família, Josemar Berçot, disse que quatro agressores foram parcialmente identificados e devem ser intimados para prestar depoimento. Conforme Berçot, eles podem responder pelos crimes de injúria, injúria racial e lesão corporal.
Veja mais notícias em Cidade