06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no AM, diz Fiocruz

Publicado em 07 de julho, 2020

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no AM, segundo estudo da Fiocruz. Foto: Mário Oliveira/Semcom

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas. É o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Para chegar a essa conclusão, a instituição investigou amostras de Manaus e de outras oito cidades. As linhagens identificadas no estado são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das três linhagens do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos três introduções do vírus no Estado.

Foram analisadas amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

Em Manaus, foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou duas linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

Fonte: Fiocruz Amazônia

37 genomas sequenciados

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do estado.

Em março deste ano, o pesquisador concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

A Fiocruz Amazônia afirmou que o sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. “Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo”, informou a instituição.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

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