
A Ufam ainda não divulgou prováveis datas para o retorno das atividades acadêmicas. Foto: Arquivo
A Pró-Reitoria de Ensino e Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Proeg/Ufam) criou a Comissão de Assessoramento para Planejamento do Retorno às Atividades Acadêmicas. A proposta de reorganização do calendário acadêmico 2020 será submetida ao Conselho Universitário (Consuni), órgão responsável pela deliberação institucional.
A Ufam ainda não divulgou prováveis datas para o retorno das atividades acadêmicas, suspensas desde o dia 31 de março por causa da pandemia da Covid-19.
O grupo é presidido pela professora Nayana Teles e composto por membros da Proeg e de sete unidades acadêmicas, incluindo Manaus e o interior do Estado. A comissão foi criada por meio das portarias nº 40 e 42, em junho.
Segundo a Ufam, o grupo tem o propósito de estabelecer as diretrizes e orientações gerais aos diretores, coordenadores administrativos, acadêmicos e de cursos, representantes de Núcleos Docentes Estruturantes (NDE) e representantes de Comissões Locais de Biossegurança para a elaboração dos planos de retorno das unidades acadêmicas.
Além disso, a comissão deverá encaminhar à Proeg uma proposta de reorganização do Calendário Acadêmico 2020, considerando as especificidades de cada unidade. Em seguida, a proposta será submetida ao Consuni.
De acordo com a presidente da Comissão, professora Nayana Teles, o trabalho do grupo é baseado nas diretrizes estabelecidas no parecer CNE/CP Nº. 5/2020, na nota técnica do Conselho Nacional de Educação Nº 32/2020/ASSESSORIA-GAB/GM/GM e na portaria Nº 544, publicada pelo Ministério da Educação em 16 de junho de 2020, além do Plano de Biossegurança da Ufam.
A professora destacou ser um desafio construir uma proposta de retorno seguro às atividades acadêmicas diante das diferentes realidades das unidades acadêmicas. “Não somente no que se refere a questões geográficas relacionadas a distância da sede, acesso à internet, infraestrutura, mas questões internas e particulares de cada curso”, disse.
Nayana Teles também citou diferenças entre as graduações. “Odontologia, por exemplo, tem cerca de 75% do curso voltado a atividades práticas que envolvem muitas questões relacionadas à biossegurança, diferente dos cursos do Instituto da Computação (Icomp). Nós, enquanto Comissão, vamos auxiliar as unidades acadêmicas neste processo de reorganização do seu fazer pedagógico. Partimos da ideia de que o retorno das atividades, necessariamente, será cercado de cautela e cuidados referentes à biossegurança”, enfatizou.
Conforme a professora, para ouvir as unidades acadêmicas, foram utilizados diferentes meios de comunicação, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), telefone, e-mail e webconferências. “Temas como adequação do espaço físico e acesso, por parte dos discentes, a equipamentos e internet estão sendo tratados junto aos cursos. Ao todo, serão 13 reuniões para tratar das especificidades e pontos críticos das diversas unidades acadêmicas”, explicou.
O professor David Lopes, pró-reitor de Ensino e Graduação, afirmou que o trabalho da Comissão é estratégico.”A Comissão de Assessoria traduz-se em voz democrática e dialógica entre a gestão e as unidades acadêmicas na construção coletiva do ensino de graduação de qualidade, inclusivo e de garantia da autonomia universitária em decidir sobre o melhor para toda comunidade acadêmica da Ufam”, disse o pró-reitor.
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