
Em dez anos, varejo amazonense ultrapassou atacado. Foto: Divulgação
Dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) de 2018 mostram que em dez anos o varejo amazonense superou o atacado. A virada ocorreu na receita bruta, principal indicador da atividade, passando de 6,9 bilhões em 2009 para 18,4 bilhões em 2018. A PAC retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no país e é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Segundo o IBGE, essas informações são indispensáveis para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo. “A atividade comercial exerce relevante função de intermediação na economia entre provedores e consumidores de bens, facilitando, assim, as transações econômicas”, afirma o instituto.
Nos resultados da pesquisa, são apresentados os principais resultados das empresas comerciais amazonenses em 2018, cujas atividades se dividem em três segmentos distintos: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista.
Para o Amazonas, a Pesquisa Anual do Comércio 2018 estimou que a atividade comercial obteve R$ 39,8 bilhões em receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas, e a margem de comercialização foi de R$ 8,9 bilhões. O setor ocupou cerca de 86,5 mil pessoas, pagando R$ 1,9 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Esses valores foram gerados por 9.171 unidades locais.
Na comparação com 2008, a receita bruta cresceu 95,8%; a margem de comercialização 40,9%. Em 2009 o número de pessoal ocupado era 73,4 mil, passando para 86,4 mil em 2018 (17,8%). No mesmo período, os salários, passaram de 849,9 milhões para 1.9 bilhão (126,1%). E, o número de unidade locais passou de 8.151 para 9.171 (12,5%).
Em relação à estrutura da atividade comercial no estado do Amazonas observa-se que em 2018 as 7.267 unidades locais do comércio varejista obtiveram R$ 18,4 bilhões em receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas.
Já as 1.306 unidades locais do comércio atacadista faturaram R$ 17,7 bilhões. E, as 598 unidades locais do comércio de veículos, peças e motocicletas, R$ 3,7 bilhões. Em dez anos, passou de 34,1% para 46,3% sua participação no total da receita do comércio.
Por outro lado, o atacado perdeu representatividade, 53,3% em 2009, para 44,5% em 2018. Com isso, o comércio varejista superou o atacadista.
O comércio varejista de veículos, peças e motocicletas, também caiu de 12,6% para 9,2%. Esses resultados mostram a prevalência do comércio varejista para o Estado do Amazonas em 2018 e a mudança estrutural do setor na comparação com a situação de dez anos atrás (2009).
A margem de comercialização que corresponde à diferença entre a receita líquida de revenda e os custos das mercadorias revendidas; do comércio varejista, da ordem de R$ 5,2 bilhões, representou cerca de 58,9% do total de R$ 8,9 bilhões, enquanto o comércio atacadista representou 33,43%.
A margem de comercialização do comércio varejista, cresceu 11,7 pontos percentuais em dez anos, e foi a única atividade do comércio que aumentou sua representatividade no total, passando de 47,3% para 59,0%, entre 2009 e 2018.
O comércio varejista foi responsável por empregar 61.506 pessoas pagando R$ 1,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Já o comércio atacadista empregava 18.408 pessoas, pagando R$ 525,7 milhões em salários.
O comércio de veículos, peças e motocicletas empregava 6.578 pessoas e pagava R$ 181,5 milhões.
Todas as atividades tiveram crescimento no pessoal ocupado. No entanto, mais uma vez, apenas o comércio varejista aumentou sua participação no total; passando de 67,7% em 2009 para 71,1% em 2018, um incremento de 3,4 pontos percentuais.
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