
Amazonas tem maior incidência do vírus e óbitos do que a média do mundo. Foto: Divulgação
Com um índice de letalidade de 4,29% da Covid-19 e de mortalidade de 59,5 por 100 mil habitantes, acima da média do Brasil, segundo dados de ontem (18), o Amazonas continua sendo o Estado com o maior coeficiente de incidência por novo coronavírus, com 1.351,8, de acordo com sua população.
O coeficiente de incidência no mundo até o dia 13 de junho, a chamada semana epidemiológica de número 24, era de 978,4 casos por 1 milhão de habitantes. Já em relação ao coeficiente de mortalidade (óbitos por 1 milhão de habitantes), o mundo apresentou até o dia 13 uma taxa de 54,6 óbitos/1 milhão. O Amazonas também está acima da média do planeta, com 59,5.
No decorrer da semana epidemiológica 24 (07 a 13/06) foram registrados 177.668 casos novos e 6.790 óbitos novos por Covid-19 no País. A região Nordeste registrou o maior numero de casos novos na semana (64.635), seguido da região Sudeste (54.286) e Norte (35.173).
Por UF, São Paulo teve o maior número de casos novos (32.326), seguido do Rio de Janeiro (14.303) e Pará (15.334). Já em relação aos novos registros de óbitos na semana 24, a região Sudeste foi a que apresentou o maior número de registros (2.778), seguido da região Nordeste (2.554) e Norte (1.076).
Por Estado, São Paulo registrou o maior número de novos óbitos (1.523), seguido do Rio de Janeiro (953) e Ceará (864). Até o dia 13 de junho de 2020, foram confirmados 850.514 casos de Covid-19 no Brasil.
Deste total, 42.720 (5,0%) foram à óbito, 428.549 (50,3%) estavam em acompanhamento e 379.245 (44,5%) já haviam se recuperado da doença. Para o Brasil, a taxa de incidência foi de 404,7 casos por 100 mil habitantes, enquanto que a taxa de mortalidade foi de 20,3 óbitos/100 mil habitantes.
A Região Norte apresenta até a semana 24 os maiores coeficientes de incidência (954,2/100 mil hab) e mortalidade (42,6/100 mil hab), sendo que o Amapá apresenta a maior incidência (1.929,9/100 mil hab) e o Amazonas a maior mortalidade (59,5/100 mil hab).
Em seguida, a Região Nordeste tem uma incidência de 526,7/100 mil hab e mortalidade de 23,9/100 mil hab, com o estado do Ceará apresentando a maior incidência (836,9/100 mil hab) e mortalidade (52,9/100 mil hab).
A Região Sudeste apresenta uma incidência de 337,5/100 mil hab e uma mortalidade de 22,2/100 mil hab, sendo que o Espírito Santo tem a maior incidência (645,3/100 mil hab) e o Rio de Janeiro a maior mortalidade (44,0/100 mil hab). Os estados da região Sul e Sudeste apresentam baixas taxas de incidência e mortalidade, quando comparados com as demais regiões.
Redução de casosNos estados da Região Norte, o Pará apresentou o maior número de casos novos na semana, seguido pelo o estado do Amazonas. Ambos os estados apresentaram uma diminuição no número de casos novos registrados em relação à semana epidemiológica 23, sendo que este último apresentou uma redução no número de casos novos por duas semanas consecutivas.
O Amazonas, que foi o segundo estado do Norte em número de óbitos novos, estava a quatro semanas consecutivas tendo quedas nos seus números incidentes quando comparados às semanas anteriores, entretanto seus números voltaram a crescer na semana epidemiológica 24.
Segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (19), na semana epidemiológica encerrada no dia 13, o mundo apresentou uma taxa de 54,6 óbitos/1 milhão. “Dentre os países com população acima de 1 milhão de habitantes, a Bélgica apresentava o maior coeficiente (832,3/1 milhão), seguido pelo Reino Unido (611,0/1 milhão), Espanha (580,4/1 milhão), Itália (566,0/1 milhão) e Suécia (480,6/1 milhão)”.
A França aparece em sexto, com taxa de óbitos por covid-19 de 450,0/1 milhão. Segundo o epidemiologista Átila Iamarino, a Bélgica aparece em primeiro no número de mortes por milhão porque inclui nas estatísticas todos os óbitos suspeitos de novo coronavírus, não apenas os confirmados. No Rio de Janeiro, por outro lado, a tendência é de subnotificação dos casos. A Uerj aponta que apenas 7,2% dos casos de covid-19 são confirmados.
“Praticamente todos os entes federativos do Brasil ainda apresentam alto contágio (apesar de decrescente), exceções são vistas no AM, CE, em PE, e RR que apresentam sinais de redução. Por outro lado, outros estados como o RS, SC, PR, MG, GO, MS e MT apresentam curvas de progresso do contágio suave em comparação aos outros estados da federação”.
Quanto à mortalidade, os pesquisadores apontam estabilidade no número de registros por semana no país e queda em Alagoas, Amazonas, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro.
No momento em que o número de casos no mundo passa de 8,5 milhões e o de óbitos por covid-19 se aproxima de meio milhão, a análise que o grupo fez envolvendo 16 países indicou que não há tendência de queda no contágio no Brasil, Chile, Suécia e Irã. Estados Unidos e Rússia apresentam nível estável de contágio.
A mortalidade não apresentou tendência de queda no Brasil, Chile, Peru, na Rússia e no Irã. Já na Suécia, há uma melhora com diminuição no número de mortos por semana.
Na América Latina, o grupo de monitoramento aponta para a tendência de contenção da epidemia no Uruguai, enquanto Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Panamá, Peru e República Dominicana não demonstram estar perto do controle do contágio, apesar de terem estabilizado o número de mortos por semana.
O boletim do Ministério da Saúde indica que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos em número de casos do novo coronavírus por semana, já que a curva de contaminação aqui começou a estabilizar na semana epidemiológica 23, encerrada no dia 13 de junho, quando foram registrados 177.668 casos. Número próximo ao registrado na semana anterior, quando foram 174.406 novos casos.
A curva norte-americana está em queda desde a semana 15, encerrada em 11 de abril, quando apresentou o pico de 223.595 casos, com novo pico na semana de 213.257 casos na semana 18. Na última semana, os Estados Unidos tiveram 151.148 novos casos.
Os Estados Unidos têm hoje 2.196.998 casos de covid-19 e 118.758 óbitos. No Brasil são 978.142 casos e 47.748 óbitos. Os dois países são os que têm mais números de casos e de óbitos pela doença.
Da Redação e Agência Brasil