
ENTREVISTA: De acordo com o coordenador do hospital de campanha, Ricardo Nicolau (foto), a unidade pode continuar no pós-pandemia para cirurgias de alta complexidade. Foto: Cleuton Silva/HCM
Comemorando alta médica de mais de 500 pacientes recuperados de Covid-19, o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, na zona Norte de Manaus, completa, no próximo sábado (13/6), dois meses de funcionamento. A expectativa é que após a pandemia, o local seja transformado em um hospital municipal permanente, com especialização em cirurgias de alta complexidade.
De acordo com o coordenador do hospital, Ricardo Nicolau, a unidade tem capacidade para ter dez salas cirúrgicas, onde poderão ser realizados mais de 1.500 procedimentos cirúrgicos por mês. Em entrevista ao Portal, Nicolau fez um balanço do período de funcionamento da unidade. Ele falou sobre erros, acertos e perspectivas para o período pós-pandemia. Assista à entrevista, ao final da matéria.
Embora seja um hospital de campanha, montado para desafogar o sistema tradicional de saúde, a unidade já opera com alta complexidade e conta com um tomógrafo e um laboratório de análises clínicas, que funciona 24 horas.
Inaugurado em meio à pandemia do novo coronavírus, o hospital se tornou referência e ajudou a desafogar alta demanda no sistema público de saúde de Manaus, que chegou a operar com cerca de 90% dos leitos ocupados.
Nesta segunda-feira (8/6), o hospital comemora a alta médica de 500 pacientes. A unidade também já recebeu casos emblemáticos como o de Nazaria Lopes, da etnia baniwa, considerada a indígena mais idosa a vencer o novo coronavírus no Amazonas.
Oficialmente, ela tem 92 anos de idade. No entanto, os profissionais do hospital acreditam que ela possa ter mais de 100 anos, uma vez que seu registro de nascimento foi feito quando ela já era adolescente.
Atualmente, a unidade hospitalar conta com 180 leitos ativos, sendo 39 destinados a UTIs, podendo chegar em até 200 leitos.
O hospital foi montado em quatro dias, em uma estrutura de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime). A unidade é administrada pela Prefeitura de Manaus, em parceria com o grupo Samel e o instituto Transire.
Reportagem: David Batista
Imagens: Luan Torres | Cleuton Silva