
Estudo mostra imunidade a coronavírus por “coquetel” dos demais vírus circulantes
Médicos estão se indagando por que pessoas que tiveram muito contato com Covid-19 não contraíram a doença, nem desenvolveram anticorpos? São profissionais de saúde e cônjuges de doentes que tiveram contato íntimo com eles, mas não contraíram a doença. Estudo recente, publicado na revista norte-americana Cell, mostra imunidade cruzada com muitos outros coronavírus. Eles circulam largamente entre nós e causam gripes comuns, podendo ser motivo dessa imunidade, total ou parcial, à pandemia.
O estudo revela que dosagens de IgG e IgM negativas ocorrem porque esses exames são desenhados, propositalmente, para identificar moléculas exclusivas do Covid-19, que não habitam outros coronavírus. Acontece que a formação de anticorpos que o corpo produz para se defender de um agressor não acontece necessariamente contra uma molécula apenas. É reação a diversas moléculas, os epítopos. Por isso é possível imunidade ao Covid-19, sem necessariamente ter o anticorpo dosado no sangue com os kits comercialmente disponíveis.
As informações estão no artigo da revista Cell. O estudo – e os médicos – aconselham que ninguém assuma imunidade ao vírus. Lembram que as medidas de barreira são importantes. O trabalho, porém, está sendo considerado “importante tijolo na parede de conhecimento que guiará para o retorno à normalidade”.
Os Estados Unidos têm o maior número de infectados do planeta, com 1,59 milhão. O Brasil está em segundo lugar, com 330.890, de acordo com os resultados divulgados neste sábado (23/05). A Rússia ocupa o terceiro lugar, com 326,5 mil casos.
O Amazonas, segundo boletim da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), de sábado, contabiliza 28.802 infectados. Desse total, 15.178 estão no interior do Estado (52,7%) e 13.624 na capital (47,3%).
O sábado teve recorde de novos casos, mas a capital permanece estável. O aumento está, principalmente, no interior. Foram 657 na capital e 1.107 no interior. Os Municípios interioranos registros mais casos novos, a cada 24 horas, desde o dia 11 de maio.
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