
Morre a professora Vânia Tadros, deixando imagens como essa, com as cores nacionais e a bandeira brasileira, em meio a movimentos populares, mesmo na cadeira de rodas
A professora Vânia Novoa Tadros, 69, faleceu na tarde deste sábado (09/05), em decorrência de problemas respiratórios crônicos. “Não foi Covid-19, mas agravamento dos problemas que ela já tinha”, disse o genro e procurador-geral do Estado, Jorge Pinho.
Vânia, esposa do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Roberto Tadros, gostava de participar dos movimentos sociais. “Tem um teórico da história que diz ‘Um historiador deve estar onde houver cheiro de carne humana’. Isso me marcou muito, quando ainda estudava”, disse, na cadeira de rodas, participando das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. “Ela cometeu estelionato eleitoral”, enfatizava.
Professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ex-coordenadora do curso de História, aposentada, Vânia cultivava máximas de fé na política. “Felicidade só com convivência harmoniosa entre classes, embora tenha convicção das lutas entre elas”, dizia.
Vânia Tadros lutou pela vida. Nos últimos anos, sempre doente, conseguiu entrar e sair de hospitais, em meio às comorbidades.
Gostava de falar sobre política e tinha verdadeira veneração por ex-alunos. Ela repetia ter participado do Movimento Diretas Já, da luta pela Assembleia Nacional Constituinte, do impeachment do ex-presidente Fernando Collor e, recentemente, do impeachment de Dilma. A cadeira de rodas, da qual dependia, ultimamente, para se locomover, não era empecilho para que fosse às ruas.
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, já está preparando o decreto de Luto Oficial de três dias, pela morte de Vânia Novoa Tadros.
Jorge Pinho acaba de deixar o hospital, depois de 19 dias internado. “Vi a agonia ao meu redor. Se pudesse daria um conselho a todos: nada de desespero. Trace suas metas, sobre o que fazer se contrair essa doença. Siga os passos com calma e, repito, nada de desespero. Se você entrar em desespero vai afundar porque a espiral é para baixo”, disse.
O procurador-geral do Estado trabalha, junto aos demais familiares, para realizar o sepultamento da sogra ainda neste sábado.
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