06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Filhos de detentas serão atendidos por projeto social da Justiça Estadual

Publicado em 21 de fevereiro, 2020

Filhos de detentas serão atendidos por projeto social da Justiça Estadual

Filhos de detentas serão atendidos por projeto social da Justiça Estadual. Foto: Divulgação

O Poder Judiciário do Estado do Amazonas e órgãos colaboradores pretendem disponibilizar atendimento e serviços a crianças e adolescentes cujas mães são apenadas do sistema prisional.

Os serviços, que incluirão a emissão de documentos; a regularização de guarda e outros, serão desenvolvidos no contexto do projeto “Protegendo filhos, transformando vidas”, cujas tratativas já estão em estágio avançado, e que deve ser lançado nas próximas semanas.

Filhos de detentas

No rol de serviços que serão oferecidos às crianças e aos adolescentes – filhos das detentas – incluem-se, também: o reconhecimento de paternidade; acompanhamento psicológico; socioassistencial; de saúde e escolar; favorecimento a cursos profissionalizantes; além de possível encaminhamento à rede básica de proteção.

No âmbito do Tribunal de Justiça do Amazonas o projeto é de competência da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coij) cujos técnicos, nesta semana, estiveram na penitenciária feminina (km 8 da BR-174) para tratar sobre o projeto e consolidar as ações prévias que já foram realizadas.

Na etapa que antecede ao lançamento oficial do projeto, servidores da Justiça Estadual já realizaram entrevistas com internas (mães) do sistema prisional e entrevistas, também, com familiares responsáveis pela criação das crianças e dos adolescentes em questão.

Mães encarceradas

“O projeto pretende possibilitar a crianças e adolescentes, com mães encarceradas, a garantia efetiva de direitos e acesso a políticas públicas. Acreditamos, de forma ampla, que além do benefício ao desenvolvimento pessoal esse atendimento pode contribuir com o fortalecimento do vínculo afetivo familiar e favorecer a mudança de vida das próprias mães”, apontou a assistente social da Coij, Jane Nagaoka.

Na etapa prévia ao lançamento oficial do projeto, a partir das entrevistas realizadas, foram constatadas demandas de necessidade das crianças e dos adolescentes, as quais poderão ser atendidas pelo projeto. Durante a reunião realizada na unidade prisional, nesta semana, a secretária administrativa da Coij, Haline Campos; a assistente social da mesma Coordenadoria, Jane Nagaoka e a assistente social da unidade penitenciária, Jaqueline Lima, analisaram os resultados das entrevistas feitas com as detentas e suas famílias e projetaram outras ações para a implementação do projeto.

Cooperação

A próxima fase do projeto será a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com os órgãos parceiros e a viabilização dos serviços pretendidos a partir da articulação do sistema de Justiça com o sistema de proteção social, instituições de ensino e órgãos da Administração Pública.

Todas as ações pretendidas buscam dar efetividade ao que é preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente/ECA (Lei n.º 8060/1990). Neste ano o estatuto completa 30 anos de vigência e o projeto “Protegendo filhos, transformando vidas” é uma das diversas iniciativas projetadas pela Coij/TJAM neste ano de 2020.

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