
Escola de samba e blocos não devem ‘homenagear’ prefeito no Carnaval, alerta MP. Foto: Divulgação
O Ministério Público Eleitoral (MPAM) requereu ao Judiciário, no dia 11, que os blocos de carnaval e escolas de samba de Anori fossem proibidos de homenagear o prefeito do município (e natural candidato à reeleição), Jamilson Ribeiro Carvalho.
No dia 14, a Justiça Eleitoral deferiu o pedido do MPE, o que tirará o prefeito do samba enredo da Escola de Samba Verde Amarelo e das camisetas da escola Unidos da Móoca.
“Jamilson, a verde amarelo hoje canta pra você, salve São João Batista, seu padroeiro e protetor, que conduz a sua vida e lhe faz um vencedor”, dizem os primeiros versos do samba da Verde e Amarelo, “Na caravela do samba, segue firme com Fé e Determinação, Jamilson Carvalho, homem de bom coração”.
O arranjo do prefeito com as escolas de samba, em possível abuso de poder econômico ou político, uma vez que as agremiações receberam verbas públicas do município para a realização da festa, foi denunciado ao MP em uma representação feita por uma vereadora da cidade.
O promotor eleitoral Luiz Alberto Dantas de Vasconcelos, da 33ª Zona Eleitoral, confrontou as denúncias com depoimentos de membros e dirigentes das agremiações, que confirmaram ter recebido recursos financeiros doados pela Prefeitura de Anori, o que foi comprovado por extratos bancários apresentados alguns deles.
Os carnavalescos também confirmaram ter conhecimento do samba enredo da Escola Verde e Amarelo e das blusas das Escolas Verde e Amarelo e Unidos da Mooca, com citações diretas e fotografias de Jamilson Carvalho.
“Pasme, Excelência, como em pleno século XXI, com todas as formas de promoção pelas mídias sociais e demais ferramentas tecnológicas, políticos ‘modernos’ ainda tentam fazer política, ou melhor, politicagem, como os antigos ‘Coronéis de Barrancas’ faziam nos séculos próximos passados. Seria cômico se não fosse trágico”, argumentou o promotor, na Ação Cautelar.
Veja mais notícias em Política