27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Escola de samba e blocos não devem ‘homenagear’ prefeito no Carnaval, alerta MP

Publicado em 19 de fevereiro, 2020

Escola de samba e blocos não devem 'homenagear' prefeito no Carnaval, alerta MP

Escola de samba e blocos não devem ‘homenagear’ prefeito no Carnaval, alerta MP. Foto: Divulgação

O Ministério Público Eleitoral (MPAM) requereu ao Judiciário, no dia 11, que os blocos de carnaval e escolas de samba de Anori fossem proibidos de homenagear o prefeito do município (e natural candidato à reeleição), Jamilson Ribeiro Carvalho.

No dia 14, a Justiça Eleitoral deferiu o pedido do MPE, o que tirará o prefeito do samba enredo da Escola de Samba Verde Amarelo e das camisetas da escola Unidos da Móoca.

“Jamilson, a verde amarelo hoje canta pra você, salve São João Batista, seu padroeiro e protetor, que conduz a sua vida e lhe faz um vencedor”, dizem os primeiros versos do samba da Verde e Amarelo, “Na caravela do samba, segue firme com Fé e Determinação, Jamilson Carvalho, homem de bom coração”.

Escola de samba

O arranjo do prefeito com as escolas de samba, em possível abuso de poder econômico ou político, uma vez que as agremiações receberam verbas públicas do município para a realização da festa, foi denunciado ao MP em uma representação feita por uma vereadora da cidade.

O promotor eleitoral Luiz Alberto Dantas de Vasconcelos, da 33ª Zona Eleitoral, confrontou as denúncias com depoimentos de membros e dirigentes das agremiações, que confirmaram ter recebido recursos financeiros doados pela Prefeitura de Anori, o que foi comprovado por extratos bancários apresentados alguns deles.

Doação

Os carnavalescos também confirmaram ter conhecimento do samba enredo da Escola Verde e Amarelo e das blusas das Escolas Verde e Amarelo e Unidos da Mooca, com citações diretas e fotografias de Jamilson Carvalho.

“Pasme, Excelência, como em pleno século XXI, com todas as formas de promoção pelas mídias sociais e demais ferramentas tecnológicas, políticos ‘modernos’ ainda tentam fazer política, ou melhor, politicagem, como os antigos ‘Coronéis de Barrancas’ faziam nos séculos próximos passados. Seria cômico se não fosse trágico”, argumentou o promotor, na Ação Cautelar.

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