20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Não houve fraude, furto de prova, nem vazamento de questão’, diz ministro da Educação

Publicado em 12 de fevereiro, 2020

‘Não houve fraude, furto de prova, nem vazamento de questão’, disse Abraham Weintraub. Foto: Wilson Dias/Arquivo-Agência Brasil

Em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do Senado, nesta terça-feira (11), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 apresentou inconsistências que afetaram 0,15% dos participantes. “Não houve fraude, não houve furto de prova, não houve vazamento de questão”, disse.

Todas as provas foram corrigidas, e ninguém saiu lesado, segundo o ministro. Ele disse, ainda, que houve economia de gastos com o exame, de R$ 52 milhões em relação a 2018.

Foi a nona vez, desde que assumiu o ministério, em abril de 2019, que Abraham Weintraub vai ao Congresso para prestar contas sobre a pasta.

O Enem 2019 contou com índice de participação de 77,2% — o maior desde 2009, ano em que o exame começou a ser realizado em dois dias. Cerca de 4 milhões de estudantes realizaram as provas em dois dias de aplicação.

Um total de 5.100 provas teve inconsistências nas correções. Os casos se concentraram em quatro municípios: Viçosa, Ituiutaba e Iturama, em Minas Gerais; e Alagoinhas, na Bahia. A discrepância entre o número de acertos e a nota divulgada inicialmente é consequência de uma associação equivocada entre a cor do Caderno de Questões e o gabarito correspondente.

De acordo com o MEC, não houve alteração nas notas da redação. A pasta afirmou que tudo foi sanado antes da abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

De forma inédita, o MEC utilizou o sistema em nuvem, sem ser por placas, para aumentar a capacidade de atendimento ao programa. A decisão se deu para suportar mais usuários ao mesmo tempo, e adaptar o portal para aparelhos mobile e economizar recursos.

Foi registrado um pico de 7 mil inscrições por minuto no primeiro dia de inscrições, número recorde. Quanto ao dinheiro, a redução de gastos com a nova tecnologia é estimada em R$ 15 milhões já em 2020 e R$ 25 milhões nos primeiros cinco anos.

“Ficou muito mais interativo para o celular e aumentou sobremaneira a demanda no sistema”, disse o ministro. “Atendemos toda a demanda existente, das 4 milhões de pessoas, nos quatro primeiros dias”, afirmou.

O Enem é o segundo maior exame de acesso à educação superior do mundo. O Sisu é o sistema pelo qual as instituições públicas de ensino superior usam para selecionar estudantes por meio das notas do Enem.

Ao final, o ministro fez um balanço de sua gestão — como registrado em café da manhã com jornalistas em janeiro deste ano.

Fundeb

O ministro ressaltou que o governo enviará, em breve, ao Congresso Nacional, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O atual Fundeb tem vigência até o fim do ano e corresponde a mais de 60% dos recursos para financiamento da educação básica pública no Brasil. A maior parte do Fundeb é custeada por estados e municípios. O governo federal entra com uma complementação. “Tenho todo interesse em aumentar o Fundeb, sem aumentar imposto, sem ser pró-cíclico”, disse Weintraub.

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