05/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

AGU ainda não recorreu de suspensão de resultados do Sisu

Publicado em 27 de janeiro, 2020

A Advocacia-Geral da União (AGU) ainda não recorreu de limintar que suspendeu divulgação dos resultados do Sisu. Foto: Wesley Mcallister/AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) ainda não recorreu da liminar que suspendeu a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nesta segunda-feira (27), a entidade se reuniu com técnicos do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Após o encontro, a AGU informou que aguarda o recebimento de novos dados e notas técnicas antes de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão que suspendeu a divulgação do resultado das inscrições no Sisu é do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). Na noite desse domingo (26), a desembargadora Therezinha Cazerta, do TRF3, decidiu manter em vigor a liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo que impede a divulgação dos resultados nesta terça-feira (28), como estava previsto.

A magistrada manteve a suspensão da divulgação sob alegação de que o governou ainda precisa dar um posicionamento “seguro e transparente” sobre a correção do Enem. Cerca de 1,5 milhões de estudantes de inscreveram no programa.

Ao confirmar o recurso ao tribunal, a AGU disse, em nota, que qualquer nova medida “não alterará o resultado das notas dos candidatos e o eventual adiamento ou suspensão de prazos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) causará prejuízos incalculáveis às instituições de ensino e aos candidatos interessados em acessar a educação superior por meio dos processos seletivos realizados pelo governo federal, bem como ao início do calendário universitário”.

Histórico

Na sexta-feira (25), a Justiça Federal de São Paulo havia determinado a suspensão da divulgação dos resultados do Sisu até que o governo federal demonstre a correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil.

A decisão foi motivada por pedido da Defensoria Pública da União (DPU). Na petição, o órgão cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da revisão dos testes prejudicados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse procedimento.

O erro, argumentou a DPU, teria impactado não apenas os estudantes, mas o desempenho de todos os participantes, uma vez que notas de corte e a classificação são atribuídas a partir das notas de todos os alunos que realizaram a prova. “Tendo em vista que as notas das provas que foram revisadas podem ter sofrido substancial alteração, é certo que há a potencialidade de gerar algum impacto, ainda que de décimos, nos resultados finais de todos os candidatos, o suficiente para significar o acesso à vaga”, destaca a petição.

Fonte: Agência Brasil

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