
As notas das redações do Enem não foram prejudicadas, segundo o MEC. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Ministério da Educação afirmou, nesta terça-feira (21), que as notas das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serão prejudicadas pelas inconsistências na correção das provas objetivas. Segundo a pasta, o processo que pontua os textos é diferente da correção das questões objetivas. O MEC informou, ainda, que 5 mil avaliadores são responsáveis pela correção manual das redações.
Todas as redações são avaliadas por dois professores em plataforma online, com texto sem identificação. Um professor não tem acesso a nota atribuída pelo outro. Quando a discrepância das notas é superior a 100 pontos, no total, ou 80 pontos em uma das cinco competências avaliadas, um terceiro professor faz a correção. A nota final é a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximam.
Caso a inconsistência persista após a análise do terceiro professor, a redação é corrigida por uma banca de professores especializados. Eles têm poder decisório para definir a nota final.
A redação do Enem 2019 avaliou cinco competências: domínio da escrita formal; desenvolvimento do tema em estilo dissertativo-argumentativo; relacionar, organizar e interpretar informações e argumentos em defesa de uma opinião; conhecimento de mecanismos linguísticos para construir a argumentação; e elaboração de proposta de intervenção para o problema proposto, com respeito aos direitos humanos.
A nota máxima prevista é mil. Textos com até sete linhas ou que fugiram ao tema estão entre os critérios para zerar a redação. Os participantes que tiverem dúvidas em relação às notas das questões objetivas, podem entrar em conato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pela central 0800-616161.
Fonte: Agência Brasil
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