
O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que os erros de correção da prova foram revistos. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, afirmou, nesta segunda-feira (20), que os erros de correção da prova foram revistos. Segundo a instituição – que é responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 – as notas revisadas estão disponíveis na página do candidato.
O anúncio foi feito, no início da noite, em entrevista coletiva, para divulgar os resultados do trabalho realizado pela força-tarefa criada para resolver o problema. De acordo com Lopes, 5.974 participantes tiveram notas com inconsistências – o número representa 0,15% do total de participantes (3,9 milhões).
Alexandre Lopes disse que, durante o trabalho da força-tarefa, todas as notas dos alunos que fizeram as provas foram analisadas para resolver os problemas encontrados e buscar novas inconsistências que poderiam aparecer. “Nós analisamos todos os alunos. A gente fez esses tipos de correlações para orientar a busca, para ver se a gente encontrava outras inconsistências”, explicou.
O presidente do Inep afirmou, ainda, que a gráfica responsável pela prova deverá prestar esclarecimentos sobre as falhas ocorridas. “O erro estava na associação. Que tipo de erros que aconteceram na gráfica, que geraram essa diferença de associação, eu não sei dizer”, disse.
Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que o prazo para inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi ampliado em dois dias.
Agora, as inscrições, que começam nesta terça-feira (21), seguem até o domingo (26). Antes da prorrogação, o prazo se encerraria na sexta-feira (24). O Sisu oferece vagas em universidadades federais com base nas notas obtidas no Enem.
No sábado (18), o presidente do Inep explicou que o erro foi provocado pela gráfica responsável da prova. A falha foi percebida após alguns alunos relatarem nas redes sociais terem sido surpreendidos com notas baixas na segunda prova do exame, realizado no ano passado, cujos resultados foram divulgados na sexta-feira (17).
A equipe técnica do instituto identificou que se tratava de inconsistência na transmissão de dados que a gráfica envia ao Inep para processamento das notas. A ocorrência gera contradições na associação entre o participante e a cor de sua prova. Dessa forma, o gabarito usado para a correção não era da cor da prova feita pelo aluno, fato que provocou o erro. Por esse motivo, estudantes puderam pedir a revisão de suas notas até as 10h desta segunda-feira.
Fonte: Agência Brasil
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