02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mutirão para renegociação de dívidas com grandes bancos será de 2 a 6 de dezembro

Publicado em 22 de novembro, 2019

Mutirão

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Um mutirão para renegociação de dívidas com os maiores bancos do Brasil, presentes também em Manaus, está marcado para ocorrer entre os dias 2 e 6 de dezembro. Ontem (21), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, assinaram um acordo de cooperação técnica para promover ações coordenadas na área de educação financeira e de renegociação de dívidas.

A primeira ação do acordo será a realização do mutirão, onde participarão os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Banrisul.

Uma novidade será que a renegociação de dívidas poderá ser feita nas próprias agências, de forma personalizada. Ao todo, 261 agências bancárias participarão do mutirão.

As agências deverão ficar abertas até as 20h para isso. A lista com as agências participantes da ação serão divulgadas na próxima segunda-feira (25), no site Papo Reto, da Febraban.

Educação financeira 

Durante o mutirão, também serão dadas orientações sobre educação financeira aos clientes. Cada um dos bancos envolvidos vai definir os valores e a forma de negociação.

“Os bancos vão oferecer as condições mais vantajosas para a renegociação. Cada banco tem sua política própria de renegociação de dívida que vão desde o parcelamento e a troca por outra dívida, até descontos”, disse Amaury Oliva, diretor de Autorregulação e Relações com os Clientes da Febraban.

Estudo

Conforme um estudo do Banco Central, as pessoas de renda baixa e de menor escolaridade são as que mais usam o cheque especial, crédito que cobra juros altos, e, em razão disso, também correm o risco de se endividar mais facilmente. Mudanças nas regras do cheque especial também estão em estudo.

Inadimplência

Em setembro, de acordo com dados do banco, a inadimplência das pessoas físicas atingiu 5%, considerados atrasos acima de 90 dias no crédito livre, segmento em que os bancos têm autonomia para definir quanto emprestar. Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre estava em 51,3% ao ano.

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