
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Um mutirão para renegociação de dívidas com os maiores bancos do Brasil, presentes também em Manaus, está marcado para ocorrer entre os dias 2 e 6 de dezembro. Ontem (21), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, assinaram um acordo de cooperação técnica para promover ações coordenadas na área de educação financeira e de renegociação de dívidas.
A primeira ação do acordo será a realização do mutirão, onde participarão os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Banrisul.
Uma novidade será que a renegociação de dívidas poderá ser feita nas próprias agências, de forma personalizada. Ao todo, 261 agências bancárias participarão do mutirão.
As agências deverão ficar abertas até as 20h para isso. A lista com as agências participantes da ação serão divulgadas na próxima segunda-feira (25), no site Papo Reto, da Febraban.
Educação financeira
Durante o mutirão, também serão dadas orientações sobre educação financeira aos clientes. Cada um dos bancos envolvidos vai definir os valores e a forma de negociação.
“Os bancos vão oferecer as condições mais vantajosas para a renegociação. Cada banco tem sua política própria de renegociação de dívida que vão desde o parcelamento e a troca por outra dívida, até descontos”, disse Amaury Oliva, diretor de Autorregulação e Relações com os Clientes da Febraban.
Estudo
Conforme um estudo do Banco Central, as pessoas de renda baixa e de menor escolaridade são as que mais usam o cheque especial, crédito que cobra juros altos, e, em razão disso, também correm o risco de se endividar mais facilmente. Mudanças nas regras do cheque especial também estão em estudo.
Inadimplência
Em setembro, de acordo com dados do banco, a inadimplência das pessoas físicas atingiu 5%, considerados atrasos acima de 90 dias no crédito livre, segmento em que os bancos têm autonomia para definir quanto emprestar. Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre estava em 51,3% ao ano.
Veja mais notícias em Economia