06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Campanha Justiça pela Paz em Casa começa na segunda com 1,2 mil audiências

Publicado em 22 de novembro, 2019

Campanha Justiça pela Paz em Casa começa na segunda com 1,2 mil audiências

Campanha Justiça pela Paz em Casa começa na segunda com 1,2 mil audiências. Foto: Raphael Alves/ TJAM

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realiza na próxima semana a terceira e última edição de 2019 da campanha “Justiça pela Paz em Casa“.

No período de 25 a 29 de novembro, serão realizadas cerca de 1.200 audiências e várias ações de conscientização voltadas ao combate e à prevenção da violência doméstica.

O objetivo da campanha, que tem o apoio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e acontece em todo o País, é ampliar a efetividade da “Lei Maria da Penha” (Lei n.º 11.340/2006), concentrando esforços para agilizar o andamento de processos relacionados à violência de gênero.

Campanha Justiça pela Paz

No Amazonas, a ação é coordenada pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Risco – que tem como coordenadora estadual a desembargadora Carla Reis e como subcoordenadora a juíza auxiliar da presidência do TJAM, Elza Vitória de Mello – e executada pelas equipes dos Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que funcionam na capital, bem como pelas Varas das comarcas do interior.

De acordo com a juíza Elza Vitória de Mello, essa última etapa terá o mesmo empenho das outras duas edições da campanha, que ocorreram em março e agosto deste ano.

“Nós tivemos um aumento considerável no julgamento de processos de feminicídio e violência doméstica na capital e no interior neste ano de 2019. Batemos todas as metas do CNJ antes do término do ano e tudo isso graças à dedicação dos colegas juízes e servidores na capital e no interior. Esperamos continuar firmes nesse propósito”, destacou a magistrada.

Portaria

Conforme designação do presidente do TJAM, desembargador Yedo Simões, por meio da portaria n.º 2805/2019-PTJ, atuarão, na capital, no período de esforço concentrado os juízes de Direito: Ana Lorenna Gazinneo; Áurea Lina Gomes; Renata Tavares Afonso e André Muquiy (no 1.º Juizado Maria da Penha); Luciana Nasser; Eline Paixão; Igor Campagnoli (no 2.º Juizado Maria da Penha); Reyson Silva; Tamiris Figueiredo; Juline Rossendy e Larissa Padilha (no 3.º Juizado Maria da Penha).

Ações educativas

Em paralelo às audiências, os “Juizados Maria da Penha”, por meio de suas equipes multidisciplinares, desenvolvem atividades de orientação durante o período da “Justiça pela Paz em Casa”.

O “1.º Juizado Maria da Pena”, que tem como titular a juíza Ana Lorena Teixeira Gazzineo, iniciou as atividades já nesta sexta-feira (22), com a roda de conversa com homens sobre o tema: “A construção da masculinidade e os efeitos na saúde do homem”, realizada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) “José Rodrigues”, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.

Na terça-feira (26), no período da tarde, haverá mais uma edição do “Projeto Maria Vai à Escola”, para alunos da Escola Estadual “Professor Jorge Karam Neto”, que funciona na rua Tucano, n.º 364, no bairro Tancredo Neves. De segunda a sexta-feira (25 a 29), haverá atendimentos psicossociais para homens e mulheres com processos em andamento no juizado.

Maria da Penha

Já o “2.º Juizado Maria da Penha”, que tem como titular a juíza Luciana da Eira Nasser, realizará uma nova edição do “Projeto Maria Acolhe”, que promove rodas de conversa sobre o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Além disso, haverá a realização de um trabalho de orientação e acompanhamento psicológico das vítimas antes das audiências, para que dúvidas sejam esclarecidas e para garantir melhor compreensão sobre os direitos e as etapas do trâmite judicial.

Fique por dentro

Iniciado em março de 2015, o “Justiça pela Paz em Casa” conta com três edições de esforços concentrados por ano. As semanas ocorrem em março – em alusão ao “Dia Internacional da Mulher” –; em agosto – por ocasião do aniversário de sanção da “Lei Maria da Penha”; e em novembro – em alusão ao “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”, estabelecido pela ONU e celebrado no dia 25 do presente mês.

Além do esforço concentrado para realização de audiências e julgamentos de casos de feminicídio, o programa também promove ações interdisciplinares organizadas que objetivam dar visibilidade ao assunto e sensibilizar a sociedade para a realidade violenta que as mulheres brasileiras enfrentam.

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