01/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto da Ufam ganha principal prêmio mundial em oftalmologia

Publicado em 20 de setembro, 2019

Oftalmologia

O Projeto Amazônico Oftalmologia Humanitária, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), conquistou no último dia 4, em Lisboa, Portugal, o Prêmio Champalimaud de Visão 2019. Além do reconhecimento internacional, a iniciativa receberá 330 mil de euros (R$ 1,4 milhões) para expandir e aprimorar ações relacionadas ao combate à cegueira.  

O projeto é feito pela Ufam em parceria com o Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia (Ipepo/Unifesp), Fundação Piedade Cohen (Fundapi), Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) e indústrias parceiras. Os vencedores anunciados foram todos brasileiros.

Ao lado do Ipepo/Unifesp, que receberá o prêmio em dinheiro em nome do projeto, os outros dois projetos premiados são da Fundação Altino Ventura e do Serviço de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). De acordo com o professor e oftalmologista Jacob Moisés Cohen, vice-reitor da Ufam, este é o reconhecimento dos serviços oftalmológicos humanitários prestados às pessoas com acesso limitado à assistência ocular.

“O Oftalmologia Humanitária é um trabalho de mais de 20 anos e representa a união de esforços entre universidades públicas, instituições filantrópicas e as indústrias que produzem insumos e equipamentos de Oftalmologia. Além dos atendimentos clínicos, o projeto oferece cirurgia de catarata (cegueira reversível) e pterígio. Começamos operando apenas catarata e depois verificamos que as pessoas atendidas precisavam de óculos e não tinham condições econômicas de adquirir. Mais uma vez, contamos com o apoio de empresas parceiras e começamos a oferecer Lupa Leitor. Os procedimentos são realizados por cirurgiões reconhecidos mundialmente que se dispõem a participar, voluntariamente, da ação”, enfatizou.

Em 2019, o Oftalmologia Humanitária realizou expedição ao interior do Amazonas para levar saúde à população ribeirinha. Desta vez, a expedição passou por cinco municípios localizados ao longo da calha do Rio Madeira: Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte.

A ação foi realizada entre os dias 13 e 21 de abril, com cerca de 500 cirurgias de catarata ou de pterígio e a entrega de mais de 5 mil pares de óculos.

Números

Os números do projeto surpreendem: já são mais de 30 mil pessoas atendidas com assistência especializada e prescrição de medicamentos, além da doação superior a 20 mil lupas para perto e das intervenções cirúrgicas que superam 10 mil procedimentos.

Nos últimos dois anos, a Ufam qualificou o Projeto Amazônico como um programa de extensão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proext). Além de prestar assistência à população do interior, também são coletadas informações para subsidiar publicações científicas.

Próximas ações

Os próximos passos do projeto Amazônico Oftalmologia Humanitária incluem aumentar as áreas de impacto no Baixo Amazonas. Os docentes querem também investir no combate a uma doença pouco valorizada e muito comum no interior amazônico, o pterígio.

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