
Quadrilha de clonagem de anúncios operava de dentro de presídio no MT. Fotos: Divulgação e Reprodução
Diego Gabriel Mariano Garcia e Jefferson Matos de Arruda, detentos da penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, Mato Grosso, são apontados com os líderes da organização criminosa que aplicava o golpe da venda de veículos online e clonados em pelo menos 8 Estados do Brasil, incluindo o Amazonas.
Centenas de vítimas já foram identificadas e no Estado foram mais de 40 que caíram na ação criminosa, que consiste em enganar tanto o dono do produto anunciado em sites de venda quanto potenciais compradores.
Foram presos na operação “Falsários”, deflagrada pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derfd), Jefferson Matos de Arruda, Diego Gabriel Mariano Garcia, Moacyr José Barbosa de Souza, Thaynara Paula Araújo da Silva, Natal Moraes dos Santos, Toledal Francisco Santos, Marcelo Pinho dos Santos, Jailson Soares Anicesio, Marcelo Pinho dos Santos, Ronaldo Augusto de Carvalho, Rafael Germano Gil dos Santos, Ivan Braga Dourado, Itamar Sipriano, Bruno Henrique da Silva, Jheimison Junior Lima Martins e Joverson Nunes Pereira.
Os delegados Guilherme Torres e Demetrius Queiroz, titular e adjunto, respectivamente, da Derfd, coordenaram os trabalhos que resultaram em 17 mandados de prisão preventiva pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Conforme o delegado Guilherme Torres, a operação realizada em conjunto com policiais civis lotados no município de Rondonópolis, no Mato Grosso, desarticulou uma quadrilha que controlava de dentro de um presídio estadual do estado do Mato Grosso, um esquema criminoso praticado em um site de compra e venda de produtos.
Os infratores já fizeram vítimas em, pelo menos, oito estados. Ainda segundo o titular da Derfd, os indivíduos fraudavam e clonavam anúncios no site para agirem como intermediadores durante as negociações e aplicavam golpes em compradores e vendedores.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos R$ 1 mil em espécie, documentos, celulares, caderno contendo anotações do esquema ilícito e dezenas de chips de celular. A quadrilha tinha, ainda, o suporte de duas mulheres, parentes dos infratores, que eram responsáveis pelas movimentações financeiras.
EstelionatoA nova modalidade praticada por estelionatários – a de clonar anúncios de vendas na internet – continua a fazer vítimas. Os criminosos conseguem intermediar a conversa entre vendedores e compradores, clonando anúncio verdadeiro, anunciando seus dados e colocando um valor mais atrativo.
O comprador, interessado pelo preço, entra em contato com o estelionatário que age como um intermediário com o vendedor. A cada um deles, o golpista afirma que o outro tem uma dívida com ele e os convence de não conversarem sobre valores quando for feita a visita para ver o veículo.
Antes, por telefone, o criminoso conta histórias diferentes tanto para o proprietário quanto para o comprador. Não há estimativa do tamanho do prejuízo, segundo a Polícia Civil.
Os primeiros registros do golpe começaram em 2017. Em todos os casos, os bandidos agiram por meio de sites de vendas. Para evitar que as vítimas falem sobre a venda durante o encontro, o estelionatário inventa novas mentiras.
Aos proprietários, o criminoso diz que irá adquirir o veículo para quitar dívida com a pessoa que irá ver o carro ou a moto. Para o comprador, que o bem está com um familiar. Com as desculpas, o delegado destaca que o bandido afirma que “não é preciso tratar do preço, pois é ele o responsável por essa parte”.
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