
Anavilhanas, segundo maior arquipélago fluvial do mundo, com 400 ilhas, apresenta um fragmento curioso do seu mundo: o furo, a passagem dentro do igapó: Foitos, evídeo e narração: Marcos Santos
O emaranhado de ilhas tem recortes, que são pequenos furos, só visíveis aos caboclos da região. Navegando entre eles, em pequenas canoas, é possível visualizar um pouco do universo gigantesco. Trata-se do Parque Nacional de Anavilhanas, santuário de fauna e flora. É o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, atrás apenas de Mariuá, que tem entre 700 e 1700 ilhas, em Barcelos.
A curiosidade maior é perceber que a embarcação segue em direção à floresta fechada. Só muito perto – e na maioria das vezes encoberto pela vegetação – aparece o furo. É um atalho que pode significar horas a menos de navegação.
Furos aparecem na vazante, quando as árvores dos igapós, só com as copas visíveis durante a cheia, emergem das águas. É possível ver a marca d’água, vários metros acima do nível em que se navega.
Os pequenos cursos d’água são uma armadilha para os não iniciados. Só o caboclo consegue avaliar, com precisão, quando eles ainda estão dando passagem. À medida que a cheia avança, o nível da água diminui até se tornar terra seca. Entrar no primeiro furo, nesse caso, quando os outros secam, significa ter que fazer toda a viagem de volta. Mais o contorno que se pretendia evitar.
A mata submersa tem rasgos de sol. No vídeo, a seguir, você verá que o equipamento de filmagem sofre para se adaptar à iluminação. Mas, no final, fica uma pequena ideia de como é o cotidiano na Amazônia. Essa mesma região que o mundo inteiro cobiça, comenta e sobre a qual se diz expert, sem viver momentos como esse. Veja:
[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/04112708/anavilhanas-igapo-furos-1.mp4[/KGVID]