
Irmãos de Omar Aziz são soltos e Nejmi depõe na PF nesta quarta. Foto: PMS
Dois dos três irmãos do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz deixaram a penitenciária nesta quarta-feira (24), em Manaus, após ter expirado o prazo de prisão temporária.
Amim e Mansour Aziz foram soltos pela manhã, segundo a Secretaria de Estado Administração Penitenciária (Seap). Ontem, Omar Aziz prestou depoimento na sede da Polícia Federal, em decorrência da Operação Vertex. Murad Aziz continuava preso até a tarde desta quarta e não havia informação sobre o motivo da detenção.
Os irmãos foram detidos durante operação da Polícia Federal, deflagrada na última sexta-feira (19), que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa.
Nejmi Aziz, ex-primeira-dama e esposa do senador, também foi presa e solta, por habeas corpus, no domingo.
Nejmi Aziz compareceu à sede da PF hoje para prestar depoimento. Ela é investigada por corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa.
Nejmi chegou à PF pouco depois das 14h. No domingo, ao receber habeas corpus da Justiça Federal, ela deixou o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde estava presa.
Segundo a Justiça Federal, os mandados de prisão foram expedidos para resguardar as investigações, de acordo com o juízo da 2° Vara. O prazo das prisões temporárias termina à meia-noite desta quarta-feira. Nafice é ex-representante do Governo do Amazonas em Brasília. Ela foi a única presa na capital federal.
Além dos citados, foram detidos Nafice Bacry Valoz, José Renato de Lima Junior (sargento da PM), Ricart Campos Marques (2º sargento da PM e assessor direto de Omar Aziz), Paulo José Gomes da Silva (sub-tenente da PM e assessor direto de Nejmi Aziz) e Josenário Baracho de Figueiredo (coronel da PM).
Oito mandados de prisão temporária foram cumpridos em Manaus, durante a operação Vertex, no dia 19. A operação investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência à organização criminosa. Um outro mandado de prisão foi cumprido no Distrito Federal.
Carros de luxo e bens de alto valor foram apreendidos, mas o volume de bens não foi divulgado. A investigação foi desmembrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Operação Maus Caminhos, em razão de indícios detectados de recebimentos de vantagens indevidas pelo ex-governador Omar Aziz, que por exercer o cargo de senador, poderia ter direito a foro privilegiado no STF.
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