
Padre é denunciado por estupro e acusa imigrante de extorsão. Mulher buscava milagre. Foto: Divulgação
Está grávida de aproximadamente um mês e duas semanas a imigrante venezuelana A.H.Y., de 29 anos, identificada pelas iniciais para preservar sua imagem, que afirma ter sido estuprada por um padre de 60 anos, da Arquidiocese de Manaus.
O pai da imigrante, que não teve o nome divulgado, disse na manhã desta quinta-feira (11) que o pai da criança é o padre. O exame de gravidez foi feito no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto no início dessa semana, após a venezuelana desconfiar que estava grávida.
O padre e a venezuelana teriam tido relações sexuais sem o consentimento da imigrante entre os meses de maio e junho deste ano. Em depoimento, a vítima contou que o primeiro estupro teria acontecido no dia 18 de maio, onde o sacerdote teria ejaculado na sua vagina.
Ainda conforme a denunciante, outras duas relações teriam acontecido nos dias 29 de maio e 13 de junho. Os atos libidinosos sempre aconteciam no apartamento do pároco, no bairro Flores, zona Centro-Sul, onde ele supostamente oferecia um suco à venezuelana para entorpecê-la e posteriormente cometer o estupro.
A delegada do caso, Déborah Barreiros, titular do 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP), informou que nenhuma informação a respeito foi comunicada na delegacia, mas que espera o resultado do exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) para dar continuidade às investigações.
Entenda o caso
O padre de 60 anos foi acusado de estupro pela venezuelana. Na versão do padre, ele tinha uma relação amorosa com a mulher, que o acusa porque ele não cedeu mais aos pedidos de extorsão.
O registro de ocorrência foi realizado no último dia 3, no 5º DIP, no bairro Santo Antônio, na zona Oeste de Manaus. Na segunda-feira (8), o padre foi ouvido.
Conforme a delegada, no boletim de ocorrência, A.H.Y informou que foi persuadida pelo acusado, entre os meses de maio e junho deste ano, a manter relações sexuais com ele, sob a alegação de que seria curada de um câncer.
Aliciada
Segundo a vítima, durante os atos libidinosos o padre “dizia que ela estava sendo curada”. O sacerdote prestou depoimento na delegacia e contou que estaria tendo um relacionamento amoroso com a venezuelana, mas que, em um determinado momento do romance, passou a ser extorquido.
Segundo ele, a mulher pedia dinheiro, fazendo ameaças de que iria divulgar o caso à mídia, uma vez que padres não podem ter relações conjugais. O padre contou ainda que chegou a dar a mulher uma quantia em dinheiro, mas que não conseguiu mais manter os pagamentos exigidos.
“O suspeito está respondendo em liberdade. Iniciamos as investigações e estamos aguardando o resultado do exame de corpo de delito, assim como de documentos que comprovem as doenças que a vítima diz sofrer. Tudo será analisado e, a partir daí, tomaremos outras providências”, disse a delegada.
Suspenso
Por meio de nota, a Arquidiocese de Manaus informou que o padre denunciado foi suspenso na última sexta-feira (5), não podendo exercer as atividades sacerdotais. O investigado é tenente-coronel da reserva.
Reportagem: David Batista
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