09/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saiba identificar os sintomas da Hanseníase, com mais de 26 mil novos casos ao ano no país

Publicado em 10 de julho, 2019

A Hanseníase é uma das doenças mais antigas conhecidas pelo homem. Apesar disso, hoje em dia, ela continua a gerar novos casos de infecção. Para se ter uma ideia, só em 2017, a Hanseníase atingiu mais de 210 mil pessoas em todo o mundo. Neste ranking, o Brasil ocupa a segunda posição, com mais de 26 mil novos casos ao ano. Em função disso, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país. A infecção pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Por isso, a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, fala sobre os sintomas mais comuns da Hanseníase.

“A Hanseníase é uma doença que tem manifestação em pele, mas a hanseníase é uma doença primariamente neurológica. O que isso significa? Os nervos periféricos são os responsáveis pela sensação de dor, de calor, de frio… Por isso que as pessoas que têm sinais da Hanseníase podem ter uma mancha que tem alteração da sensibilidade, uma mancha dormente, podem ter um pé dormente e não ter mancha, ela pode ter formigamento em uma área do corpo.”

 

Sintomas e diagnóstico

A Hanseníase é uma doença infecciosa que pode aparecer no corpo através de manchas na pele, que não doem, não coçam, mas podem causar dormência e queda de pelos, por exemplo. A doença só é contagiosa em casos específicos e somente quando as pessoas que ainda não foram diagnosticadas e tratadas podem ser contagiosos. Por isso, a atenção às mudanças do corpo precisa ser redobrada. A boa notícia é que a doença tem cura e tratamento.

“Nós temos o diagnóstico da hanseníase e pela clínica, pela manifestação dos sinais e sintomas, o médico vai classificar em paucibacilar ou multibacilar. O paucibacilar são aquelas formas mais brandas da doença, digamos assim, e a forma multibacilar é a forma mais avançada da doença. Quanto ao tratamento é que o paucibacilar, que tem poucos bacilos, essa pessoa não transmite a doença porque ela não tem bacilos suficientes e ela vai fazer um tratamento de seis meses. O multibacilar é a forma que transmite e faz um tratamento durante 12 meses”, explica Carmelita.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em Unidades Básicas de Saúde e de referência em todo o país. É importante lembrar que, logo no primeiro mês de tratamento, a pessoa já não transmite o bacilo. Por isso, é preciso que o paciente siga todo o tratamento, sempre de acordo com a orientação médica. E não se esqueça: caso você apresente sintomas como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase. 

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