
Há grande expectativa de que a reforma da Previdência, que estima uma economia de R$ 987,5 bilhões em dez anos, comece a ser votada nesta terça-feira (9), na Câmara dos Deputados. O PMS ouviu seis dos oito deputados federais do Amazonas, que disseram como devem votar.
O texto-base da reforma foi aprovado na comissão especial da Câmara dos Deputados na última semana. Foram 36 votos a favor do parecer do relator, deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP), e 13 votos contrários.
Entre as propostas aprovadas estão idades mínimas mantidas para o trabalhador urbano, com tempo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para as mulheres. Outro caso são das professoras, que terão integralidade (aposentadoria com último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes que trabalhadores da ativa) aos 57 anos. Professores só terão esses direitos a partir dos 60 anos.
O texto foi para o Plenário da Câmara, onde, antes de ser votado, passará por discussão entre os deputados. A expectativa é que a votação comece hoje (9) e termine amanhã (10).
Veja como cada parlamentar do Amazonas disse ao PMS que irá votar:
SIM – a favor da aprovação da reforma
NÃO – contra a aprovação da reforma
Átila Lins (PP) – a reportagem não conseguiu contato com o deputado
Bosco Saraiva (Solidariedade) – SIM
Capitão Alberto Neto (PRB) – SIM
Delegado Pablo Oliva (PSL) – SIM
José Ricardo (PT) – NÃO
Marcelo Ramos (PL) – SIM
Sidney Leite (PSD) – a reportagem não obteve resposta do deputado
Silas Câmara (PRB) – SIM
O que dizem os deputados
A favor da reforma, Alberto Neto afirma que a medida é essencial para o Brasil retomar o crescimento e ajustar as contas. “Somente a reforma não é suficiente, mas sem ela é impossível a retomada do crescimento. Ninguém vai querer investir num país sabendo que ele pode quebrar a qualquer momento”, ressalta o deputado.
Contrário ao texto aprovado na comissão especial, o deputado José Ricardo disse que “o projeto exige que a maioria dos trabalhadores tenham que trabalhar mais alguns anos e também tempo maior de contribuição e que quem ficar desempregado e tiver com idade acima de 60 anos vai ter dificuldade para novo emprego”. “Vai ter muitos que morrerão antes de aposentar devido o período de transição”, disse o parlamentar.
José Ricardo também critica que Estados e municípios ficaram de forma da reforma, “não atingindo todos os privilegiados nos Estados e Distrito Federal no Judiciário, no Ministério Público, Tribunal de Contas, Legislativo e também no Executivo”.
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