
Foto: Divulgação/Suframa
As empresas de concentrados de bebidas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) poderão manter o nível de competitividade com a decisão do governo federal em deixar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 10%. A avaliação é do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.
Durante a 280ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), nesta quarta-feira (26), o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes, informou que a alíquota do IPI para os fabricantes de concentrados de bebidas não alcoólicas ficou fixada em 10%, e não mais em 8%, conforme estipulava decreto presidencial assinado em setembro do ano passado. A nova alíquota vai começar a valer a partir do próximo dia 1º de julho.
Mudanças
Quando presidente, Michel Temer diminuiu bruscamente a alíquota do IPI do xarope de refrigerante de 22% para 4%. Após mobilização em defesa da ZFM, Temer recuou e manteve os 4% até dezembro de 2018.
A alíquota foi elevada para 12% e valeria até o fim de julho deste ano. A partir do segundo semestre, o IPI dos concentrados seria de 8% e em 2020 voltaria aos 4%.
Agora, a decisão é de deixar o IPI dos concentrados em 10%. A medida, de acordo com o superintendente da Suframa, deve ser oficializada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, até o próximo domingo (30).
Competitividade
Fruto de negociação entre a indústria local e a Suframa, junto ao governo federal, a medida é vista como positiva pelo presidente do Cieam. “Eles queriam baixar isso para menos de 5%. Essa alteração ainda dá condições de competitividade ao segmento de concentrados aqui e eu acredito que ficou em bom tom”, disse Wilson Périco.
O Amazonas, que já viu a Pepsi deixar a indústria local, agora volta a ter expectativas positivas para o segmento. “Com a decisão de manter com esse nível de 10%, ainda mantém a competitividade e continuidade da atividade aqui”, avalia o presidente do Cieam.
Futuro
A decisão, que contou também com articulação do senador Eduardo Braga (MDB) junto ao próprio presidente Bolsonaro, ameniza os impactos para o segmento. Mas as negociações continuam.
“Agora vamos seguir conversando e negociando com o alto escalão do governo federal e com os demais entes interessados para que haja uma definição permanente e favorável para nós até dezembro”, afirmou Menezes.
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